Villa coloca Espanha nas «meias»

A Espanha, campeã da Europa, qualificou-se pela primeira vez para as meias-finais do Campeonato do Mundo ao bater o Paraguai por 1-0 em Durban e vai defrontar agora a Alemanha, numa reedição da final do EURO 2008.
Os guarda-redes Iker Casillas (Espanha) e Justo Villar (Paraguai), ambos capitães de equipa, defenderam grandes penalidades no espaço de cinco minutos durante a segunda parte, antes de David Villa assinar a sete minutos do fim o golo que apurou o campeão da Europa. O quinto remate certeiro do recente reforço do Barcelona e 43º na selecção roja deixou-o isolado na frente aos melhores marcadores do torneio, a um do goleador-mor do país, Raúl González.

Titular pela primeira vez no conjunto de Gerardo Martino, Óscar Cardozo, ponta-de-lança do Benfica, surgiu no ataque no lugar habitual de Roque Santa Cruz, enquanto o defesa-direito Darío Verón estreou-se na prova – duas das seis alterações efectuadas pelo seleccionador do Paraguai relativamente ao jogo dos oitavos-de-final frente ao Japão. Do lado adversário, Vicente del Bosque apresentou a mesma equipa que entrou em campo frente a Portugal.
Os sul-americanos tentaram surpreender o campeão da Europa logo de entrada e ainda nem tinha passado o minuto inicial quando Jonathan Santana rematou à figura de Casillas, após Óscar Cardozo tocar de cabeça para Nelson Valdez e este deixar a bola à disposição do jogador do VfB Wolfsburg. Com poucos lances de perigo junto das balizas, Xavi Hernández errou por pouco o alvo num violento pontapé aos 29 minutos, após rotação rápida e sem deixar a bola cair no chão.
Perante a coesão defensiva dos paraguaios, a Espanha sentiu enorme dificuldade em acercar-se a baliza de Villar durante a etapa de abertura e, antes do intervalo, Valdez protagonizou dois lances de perigo para a equipa de Martino: a três minutos do final da primeira parte chegou a introduzir o esférico no fundo das redes espanholas, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo e, nos descontos, conduziu um contra-ataque até à grande área espanhola e viu o seu remate sair ao lado da baliza de Casillas.

A metade complementar não teve qualquer lance digno de nota até aos 58 minutos, altura em que Cardozo falhou um penalty ao atirar fraco e permitir a defesa de Casillas, depois de falta de Gerard Piqué sobre o dianteiro, na sequência de um canto. No entanto, a Espanha também não conseguiu aproveitar soberana oportunidade cinco minutos volvidos, a castigar jogo irregular de Antolin Alcaraz, antigo defesa-central do Beira-Mar, sobre David Villa. Xabi Alonso marcou à primeira tentativa, mas o árbitro mandou repetir o castigo máximo e, na repetição, Villar atirou-se para o seu lado esquerdo e defendeu o remate do médio do Real Madrid.
O guardião do Real Valladolid voltou a estar em destaque logo a seguir, num pontapé de Andrés Iniesta, antes de Xavi atirar a rasar o poste aos 74 minutos, mas não conseguiu evitar o tento espanhol aos 83 minutos. Iniesta rompeu em velocidade pelo meio do terreno até à grande área e isolou o recém-entrado Pedro Rodríguez; o jogador do Barça atirou ao poste e na recarga Villa decidiu o encontro. Casillas segurou o triunfo por duas vezes a um minuto do fim, quando defendeu o remate de Lucas Barrios e a recarga de Santa Cruz, enquanto Villar fez o mesmo a Villa.

Vukcevic vai continuar em Alvalade

Vukcevic já não vai sair do Sporting. Após o empréstimo falhado ao Olympiakos, Paulo Sérgio decidiu manter o montenegrino no plantel leonino.
Simon Vukcevic vai viajar com o restante plantel do Sporting para França, onde se irá realizar o estágio de pré-temporada. Paulo Sérgio justificou a decisão lembrando que "sempre disse que o Vukcevic é um bom jogador. Hoje conheço melhor a realidade do Sporting e cheguei à conclusão que o mais correcto será potenciar o Vuk, em vez de fazer uma aposta que poderia ser mais arriscada".
Em declarações ao jornal do Sporting, o novo treinador dos leões reconheceu que a "primeira ideia foi limpar a casa". Contudo, após falar com o restante plantel, concluiu que, na maioria dos conflitos, o montenegrino "foi mais vítima do que prevaricador e que é um bom elemento no balneário".

Mannschaft esmaga «albiceleste»

A Alemanha qualificou-se para as meias-finais do Campeonato do Mundo em grande estilo ao golear a Argentina por 4-0 e continua bem lançada para poder conquistar tetra-campeonato.
Numa reedição dos quartos-de-final de 2006, na altura igualmente favorável aos alemães, a formação de Joachim Löw adiantou-se logo aos três minutos por intermédio de Thomas Müller – que viu um cartão amarelo e vai falhar as semifinais ante o Paraguai ou a Espanha –, antes de dar expressão de goleada ao resultado na segunda parte com um bis de Miroslav Klose entre um remate certeiro de Arne Friedrich.

A formação comandada por Joachim Löw entrou muito forte no encontro da Cidade do Cabo e marcaram logo aos três minutos, quando Bastian Schweinsteiger cobrou um livre na direita e Thomas Müller desviou de cabeça para o fundo as redes, embora Sergio Romero tenha ainda tocado na bola. Aos 24 minutos, Müller aproveitou um corte mal feito da defesa argentina para entrar área adentro antes de cruzar rasteiro para Klose atirar por cima da barra.
Sem Juan Sebastián Verón no meio-campo, a equipa de Diego Maradona sentiu enormes dificuldades para no miolo do terreno e apenas um minuto depois da meia-hora conseguiu rematar com relativo perigo, num livre directo de Lionel Messi. O lance teve o condão de despertar a Argentina, até então refém da excelente organização dos germânicos e, logo a seguir, esteve perto do golo em três ataques consecutivos.

No primeiro, Messi em Angel di María, o mais recente reforço do Real Madrid, que entretanto passou a jogar no flanco direito, flectiu para dentro da área mas o remate saiu fraco e à figura de Manuel Neuer; no segundo, o guarda-redes do Schalke 04 defendeu a tentativa de Gonzalo Higuaín; e no último o melhor marcado da Liga espanhola chegou mesmo a introduzir a bola na baliza alemã, mas o lance foi anulado por posição irregular de Carlos Tévez na altura do passe de Gabriel Heinze.
A Alemanha sacudiu a pressão antes do intervalo e a cinco do final da etapa inicial Lukas Podolski rematou ligeiramente ao lado do poste, antes de uma boa jogada do capitão Philipp Lahm na direita terminar com um pontapé de Müller na área que desviou em Nicolás Burdisso.

O reatamento começou sem alterações em ambas as equipas e a Argentina, ao contrário do que aconteceu na etapa, foi a primeira selecção a criar perigo, quando Di María errou por pouco o alvo num pontapé de longe. Neuer segurou depois os remates de Tévez, Higuaín e Di María, mas foi a Alemanha a chegar novamente ao golo, aos 68 minutos. Mesmo no chão, Müller recuperou a bola perto da área argentina e isolou Podolski; o dianteiro teutónico assistiu Klose à boca da baliza, que fez o esférico passar entre Burdisso e Romero.
O conjunto sul-americano acusou sobremaneira o tento e, seis minutos volvidos, voltou a sofrer mais outro. Schweinsteiger aproveitou as facilidades concedidas pela Argentina e ultrapassou todos os opositores desde a linha lateral até perto da pequena área, antes de assistir Arne Friedrich na pequena área. Perto do fim, a concluir uma excelente jogada de contra-ataque, Klose fechou a contagem.

As Manchetes


Uruguai destrói sonho africano

O Uruguai apurou-se para as meias-finais do Campeonato do Mundo, ao bater o Gana nas grandes penalidades, após o 1-1 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.
Num jogo muito disputado e impróprio para cardíacos, o Uruguai começou melhor, com domínio do jogo, mas o Gana superiorizou-se e acabou o primeiro tempo a dominar e a ganhar, golo de Sulley Muntari. Diego Fórlan empatou na segunda parte, lançando a emoção para os derradeiros minutos, verdadeiramente de loucos. Tudo ficou decidido nos penalties, e aí o Uruguai foi mais feliz.
O Uruguai começou mais forte e dominador, mas o primeiro lance de verdadeiro perigo apenas surgiu aos 18 minutos, momento em que Edinson Cavani acorreu a um canto da esquerda e cabeceou para defesa por instinto de Richard Kingson.

Aos 25 foi a vez de Forlán visar a baliza do Gana, mas a bola saiu ao lado, isto numa altura em que a formação africana tentava reagir à pressão inicial contrária. O Uruguai aproveitava os espaços para contra-atacar com algum perigo.
Luis Suárez quase fez o primeiro pouco depois, rematando sem marcação para boa defesa de Kingson. Só à meia-hora o Gana esteve perto de marcar, com Isaac Vorsah a surgir de rompante e a cabecear pouco ao lado da baliza sul-americana. A seguir foi Asamoah Gyan a atirar ao lado, após excelente trabalho de Kevin-Prince Boateng na direita.
Os derradeiros minutos do primeiro tempo pertenceram por completo ao Gana, mais agressivo na disputa da bola, explosivo no ataque, e acabaria por marcar um golo, já nos descontos. Sulley Muntari arrancou um pontapé a 30 metros da baliza, a bola descreveu um arco e bateu Fernando Muslera, traído pela trajectória da bola. A festa irrompeu nas bancadas e o descanso chegou.
No segundo tempo, o Gana voltou a entrar bem, mas o talento de Forlán veio ao de cima, aos 55 minutos, na marcação de um livre directo. O avançado rematou para o segundo poste, enganando Kingson e igualando a partida 1-1.

Gyan obrigou Muslera a defesa apertada pouco depois e, na resposta, Forlán cruzou da esquerda para o segundo poste, onde apareceu Suárez sozinho, mas atirou às malhas laterais. O atacante do Ajax obrigou Kingson a uma estirada difícil aos 70 minutos, depois de rematar forte de biqueira. Nesta altura o jogo estava repartido, com ambas as formações a ameaçarem marcar. Mas o encontro foi mesmo para prolongamento.
E aqui o Gana esteve mais fresco, criando inúmeras situações de golo, e no último minuto do tempo a emoção foi ao rubro. Num lance em que Suárez afastou por duas vezes a bola sobre a linha de golo da baliza do Uruguai, no segundo desses lances fê-lo com a mão, levando o árbitro português Olegário Benquerença a expulsar o atacante e a apontar para a marca de grande penalidade. Gyan foi chamado a colocar o Gana nas meias-finais, mas atirou à barra...
Tudo para decidir nos penalties, e aí o Uruguai foi mais forte, com John Mensah e Dominic Adiyiah a falhar para os ganeses e Maxi Pereira para os uruguaios, mas Sebastian Abreu, à Panenka, não desperdiçou o pontapé decisivo, colocando os sul-americanos nas meias, onde vão encontrar a Holanda.

Quim pára por seis meses

Quim tem a época 2010/2011 irremediavelmente comprometida, depois de ter contraído uma rotura total do tendão de Aquiles direito no aquecimento para o treino matinal desta sexta-feira do Sp. Braga.
O guardião, de 34 anos, será obrigado a uma intervenção cirúrgica, realizados os exames complementares, e estará fora de competição por um período nunca inferior a seis meses.
O recurso ao mercado, em busca de um novo guarda-redes, é o caminho a seguir pelo Sp. Braga, visto que, face à saída praticamente consumada de Eduardo e à transferência de Pawel Kieszek para o FC Porto, Domingos Paciência conta, apenas com dois jovens guardiões no plantel: Diego e Cristiano.

Benayoun reforça Chelsea

O campeão inglês Chelsea efectuou a primeira contratação deste Verão, ao adquirir o médio-ofensivo Yossi Benayoun por três épocas, ao Liverpool.
O internacional israelita, de 30 anos, que passou três temporadas em Anfield, junta-se aos novos colegas de equipa para o início dos treinos de pré-temporada na próxima segunda-feira, onde figuram os portugueses Hilário, Ricardo Carvalho, Bosingwa, Paulo Ferreira e Deco. "Estou empolgado por me tornar jogador de um clube como o Chelsea", afirmou Benayoun. "É um grande clube e um sonho para qualquer jogador. Espero que tenhamos sucesso".

«Laranja mecânica» ultrapassa Brasil

A Holanda assegurou a passagem às meias-finais do Campeonato do Mundo de 2010, após uma vitória sobre o Brasil, depois de ter estado em desvantagem no marcador.
Após uma pausa de dois dias, o Mundial regressou esta sexta-feira, com a primeira partida dos quartos-de-final, entre brasileiros e holandeses, num desafio disputado no Estádio Port Elizabeth. O primeiro lance de real perigo surgiu aos sete minutos, após desmarcação de Daniel Alves. O jogador do Barcelona assistiu na perfeição Robinho, que encostou para o fundo das redes, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo.

Ainda assim, depois do aviso, Robinho acabou mesmo por inaugurar o marcador. Felipe Melo efectuou uma assistência sublime e o avançado do Santos, cara-a-cara com Stekelenburg, rematou com êxito para fazer o 1-0, num lance em que a defesa laranja concedeu demasiado espaço em zona proibida.
Quatro minutos volvidos Dirk Kuyt protagonizou a resposta da selecção europeia, forçando Júlio César a uma defesa apertada. Após um começo electrizante, o ritmo do jogo abrandou um pouco, mas aos 25 minutos o escrete esteve perto do 2-0, com Juan a rematar por cima após cruzamento de Daniel Alves.
À passagem da meia-hora o Brasil - que não pôde contar com o benfiquista Ramires, suspenso - voltou a criar muito perigo após lance de insistência de Robinho. Felipe Melo ajeitou o esférico para Kaká, que tentou a sua sorte com um remate em arco. Stekelenburg voou para o seu lado esquerdo e efectuou uma defesa sensacional, cedendo canto.

Em cima do intervalo, Maicon tentou rematou cruzado à entrada da área, mas o disparo do lateral do Inter embateu nas malhas laterais, num primeiro tempo de elevada qualidade futebolística, com ligeiro ascendente para a formação comandada por Dunga.
O segundo tempo começou da melhor forma para o conjunto europeu, já que a Holanda chegou ao empate aos 53 minutos. Wesley Sneijder ganhou espaço no lado direito e efectuou um cruzamento para o coração da área. Felipe Melo, na tentativa de aliviar o esférico, acabou por trair o guarda-redes Júlio César, numa falha de comunicação entre ambos.

Após o empate, a canarinha partiu em busca de nova vantagem e, aos 65 minutos Kaká esteve perto de marcar, mas o remate colocado do médio do Real Madrid saiu ligeiramente ao lado. Ainda assim, graças a uma excelente atitude ofensiva - especialmente no segundo tempo -, a Holanda operou a reviravolta aos 68 minutos. Robben apontou um canto do lado direito, Kuyt fez o desvio e Sneijder, ao segundo poste, cabeceou para o fundo das redes, numa segunda parte de elevada qualidade por parte dos jogadores às ordens de Bert Van Marwijk.
Aos 72 minutos, o Brasil sofreu nova contrariedade já que Felipe Melo recebeu ordem de expulsão, na sequência de uma agressão a Arjen Robben, numa fase de domínio laranja. Até final, os brasileiros tentaram inverter a situação, apesar da inferioridade numérica, mas os holandeses seguraram a vantagem e o apuramento para as meias-finais.

Touré rende-se ao City

O Manchester City continua a investir fortemente na próxima época e o último jogador a chegar foi o médio Yaya Touré, contratado ao Barcelona. O internacional da Costa do Marfim passará a ser companheiro de equipa do seu irmão mais velho, Kolo Touré.
Acabado de regressar do Campeonato do Mundo, o internacional marfinense assinou por cinco anos por uma verba não divulgada. Trata-se da terceira contratação sonante do Manchester City para a próxima temporada, após Jerome Boateng, do Hamburgo, e David Silva, do Valencia, na quarta-feira, por uma verba que terá rondado, alegadamente, os 30 milhões de euros.

FC Porto troca Hélder Barbosa por Kieszek

O FC Porto e o Sp. Braga acordaram a troca do guarda-redes Pawel Kieszek, pelo extremo Hélder Barbosa. O polaco vai jogar nos dragões, enquanto que o português ruma aos minhotos.
Os passes dos dois jogadores passam a ser partilhados em partes iguais pelos dois clubes, com os direitos desportivos do guarda-redes a pertenceram ao FC Porto, enquanto os do extremo português a serem do Sp. Braga.
Kieszek deverá ser o terceiro guarda-redes dos dragões na nova época, enquanto Hélder Barbosa reforça o ataque o Sp. Braga que vai começar a disputar no final do mês o acesso à Liga dos Campeões.