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Nulo apura paraguaios

O Paraguai qualificou-se para os oitavos-de-final, ao empatar sem golos com a Nova Zelândia, em jogo da última jornada do Grupo F, resultado que lhe valeu o primeiro lugar, enquanto os neozelandeses, que precisavam de vencer, ficaram pelo caminho.
Ambas as equipas proporcionaram uma partida sem grandes motivos de interesse e na qual, até à hora de jogo, não houve qualquer remate enquadrado com a baliza. A primeira ocasião de verdadeiro perigo aconteceu aos 62 minutos, quando Cristián Riveros, na sequência de um lance confuso na área neozelandesa, cabeceou para a defesa de Mark Paston, que deixou a bola à mercê de vários paraguaios.
Na jogada anterior, Óscar Cardozo rematara de livre directo, mas muito por cima, à semelhança do que acontecera na primeira parte. A confirmar que não estava a ser o seu dia, o ponta-de-lança do Benfica foi substituído aos 65 minutos por Lucas Barrios.
A substituição operada por Gerardo Martino resultou num domínio ainda maior dos paraguaios, que obrigaram Paston a mais duas paradas. Primeiro, aos 78 minutos, fez a defesa da tarde, ao deter um remate de Édgar Benítez, que entretanto rendera Nelson Valdez, e também evitou a recarga de Barrios. Aos 85 minutos, Roque Santa Cruz cobrou um livre com força e proporcionou nova defesa apertada.
Os neozelandeses, que entretanto haviam feito entrar o ponta-lança Chris Wood, continuaram sem importunar a baliza de Villar, pelo que o apito final ditou a sua despedida do Mundial.

Campeã do Mundo volta a ceder

A Itália, campeão mundial em título, somou o segundo empate em dois jogos no Grupo F e precisou de uma grande penalidade convertida com êxito por Vincenzo Iaquinta para alcançar uma igualdade a um golo diante da surpreendente Nova Zelândia.
A selecção transalpina parte, assim, em igualdade pontual com a sua congénere neo-zelandesa para a última jornada, onde os pupilos de Marcello Lippi terão pela frente a Eslováquia, quinta-feira, ao mesmo tempo que a Nova Zelândia medirá forças com o Paraguai. Shane Smeltz deu vantagem à selecção da Oceânia logo aos sete minutos, antes de Vincenzo Iaquinta restabelecer, de penalty, a igualdade à passagem da meia-hora.

A squadra azzurra mostrou-se algo vulnerável a defender lances de bola parada, facto que ficou bem batente no golo da Nova Zelândia. Tinham decorrido apenas sete minutos de jogo quando, na sequência de um livre batido para a grande área italiana, Smeltz, livre de marcação, encostou para o fundo das redes.
Apesar de dispor de mais tempo de posse de bola, a Itália mostrava dificuldades em ameçar verdadeiramente a baliza à guarda de Mark Paston, que apenas aos 27 minutos sofreu o primeiro susto, quando um remate rasteiro e em arco de Riccardo Montolivo embateu no poste. Porém, dois minutos depois a Itália chegou mesmo ao empate. Tommy Smith agarrou Daniele De Rossi dentro da grande área neozelandesa e Iaquinta não errou na conversão do respectivo penalty.

No segundo tempo, a Nova Zelânbdia mostrou-se a equipa mais disciplinada e esclarecida em campo, mas, ainda assim, teve alguma felicidade em não se ver em desvantagem numérica logo após o reatamento, quando Antonio Di Natale, que saltou do banco ao intervalo, permitiu a Paston uma defesa apertada. O encontro foi-se desenrolando numa toada de parada e resposta, com Ivan Vicelich a desperdiçar igualmente uma oportunidade de colocar os pupilos de Richard Herbert em vantagem no marcador.
Montolivo voltou a tentar a sua sorte de longe, mas viu Paston negar-lhe o golo com uma excelente intervenção. A Itália pressionou perto do final em busca do golo da vitória, mas não demonstrou imaginação suficiente para ultrapassar a sólida linha defensiva da Nova Zelândia, que nos últimos instantes da partida quase conseguia mesmo chegar à vitória, quando Chris Wood desferiu um perigoso remate rasteiro que passou escassos centímetros ao lado do alvo.

Reid estraga festa eslovaca

A Eslováquia estreou-se com um empate no Campeonato do Mundo de 2010, ao sofrer um golo da da Nova Zelândia no último minuto dos descontos do jogo que encerrou a primeira jornada do Grupo F. Com este resultado, as duas selecções igualaram a Itália e o Paraguai, que na véspera registaram o mesmo resultado.
Em Rustenberg, enfrentavam-se uma selecção estreante na prova (Eslováquia) e outra que, apesar de estar na sua segunda presença, nunca alcançou qualquer ponto na fase final (Nova Zelândia). Contra todas as expectativas, os neozelandeses entraram melhor no encontro e, por duas vezes nos primeiros cinco minutos, o dianteiro Chris Killen levou o perigo à baliza contrária. Primeiro, rematou de fora da área por cima e depois cabeceou para a defesa de Ján Mucha.
Na resposta, Vladimir Weiss, em jogada individual, rematou à figura de Mark Paston. Esse lance marcou o início do domínio praticamente absoluto dos europeus no encontro, apesar de, aos 37 minutos, o neozelandês Shane Smelz ter enviado a bola às malhas laterais da baliza de Mucha. Dois minutos antes, Róbert Vittek deu o aviso para o que viria a acontecer após o intervalo, ao rematar de pé esquerdo, mas ao lado. Antes ainda, já a estrela da equipa, Marek Hamsik, rematara perto do poste direito após uma combinação com Weiss.
O golo dos eslovacos surgiu pouco depois do intervalo. Aos 49 minutos, o ponta-de-lança Robert Sestak cruzou do lado direito para o centro da área, onde surgiu Vittek a cabecear a bola, colocando-a junto ao canto inferior esquerdo, sem hipótese de defesa para Paston. Vittek dispôs de outra boa ocasião para marcar cerca de 20 minutos volvidos, mas o remate foi interceptado por Winston Reid.
Este jogador viria a ser o herói dos neozelandeses, pois empatou aos 93 minutos através de um golpe de cabeça no qual fez a bola embater no poste antes de entrar, na sequência de um cruzamento de Smelz que, minutos antes, cabeceara ligeiramente ao lado.