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Lendas

Gabriel Batistuta - Batigol

Nome completo: Gabriel Omar Batistuta

Data de nascimento: 01/02/1969

Clubes que defendeu: Newell's Old Boys, River Plate, Boca Juniors, Fiorentina, AS Roma e Inter

Selecção: 64 jogos, 48 golos.

Há alguns anos atrás, quando uma equipa juvenil do Newell's Old Boys foi jogar a Santa Fé em busca de descobrir novos talentos, houve um pibe meio gordito de uma povoação dos arredores que marcou quatro golos nesse jogo. Jorge Griffa, caça-talentos, logo ordenou a sua contratação, apesar de todos os outros treinadores, alegando razões físicas e técnicas, reprovarem a ideia. Griffa tinha, porém, um argumento demolidor: Ninguém marca quatro golos por acaso!

O nome desse pibe pouco estético era Gabriel Batistuta. Desde então, provou que no futebol o talento é a imaginação, defendendo-se de um defeito. Batistuta, que até quando caminhava na rua levava uma baliza na mente, não era um portento de técnica. Sabia que não driblava como respirava e saltava essa formalidade com um fulminante remate.

Apesar disso, Passarela, que nunca morreu de amores por ele, não o quis no River Plate. Seria, assim, no Boca Juniors que, entre 90 e 92, se tornaria o fantástico BatiGol, saltando, depois para a Fiorentina, pela qual fez 190 golos em 9 épocas, sendo ainda o melhor goleador da história da selecção argentina, com 48 golos em 64 jogos. Em sua homenagem os tiffosi do clube Viola construíram uma estátua á porta Estádio onde se lê: “A Gabriel Batistuta, guerreiro indomável, tenaz no seu objectivo e leal no seu coração”.

Lendas

Zico

Nome completo: Arthur Antunes Coimbra

Data de nascimento: 03/03/1953

Clubes que defendeu: Flamengo, Udinese e Kashimna Antlers

Selecção: 94 jogos, 68 golos.

Conta-se que quando foi treinar pela primeira vez ao Flamengo, o ex-jogador Modesto Bria, treinador das camadas jovens do clube da Gávea, franziu os olhos quando viu, junto ao campo, um miúdo de 14 anos mas que parecia ter só 12, tão magrinho, quase raquítico, com 1.45 cm de altura, dentes tortos e ombros caídos, pedindo para jogar entre os bem nutridos e grandões miúdos de Bria. Só entraria a dez minutos do fim do treino de captação, quando o treinador já mal olhava para o campo.

Foi então que aquele monte de ossos, tocou na bola pela primeira vez e logo ali a colocou por entre as pernas do seu marcador, um negrinho forte, deixando-o caído no chão. Em seguida, inventou mais alguns lances de igual nível e Bria abriu os olhos de espanto. Com era possível? Nesse preciso instante nascia o melhor jogador brasileiro dos anos 80, Arthur Antunes Coimbra, Zico. Coube ao preparador físico José Roberto Francalacci, a dura tarefa de fortalecer os seus músculos.

Foi submetido a uma dieta especial, enfrentou duros treinos de resistência física, tratou dos dentes, ganhou peso, aos 17 anos já tinha 59 quilos e media 1.72 cm, ergueu os ombros e fez-se craque de corpo inteiro. A 21 de Julho de 1971, fazia a sua estreia na primeira equipa do Flamengo. O treinador que o lançaria na selecção seria Osvaldo Brandão, no Uruguai.
Desde que Pelé abandonará o futebol o Brasil carpia a mágoa de ainda não ter descoberto um génio igual, capaz de lhe continuar a garantir as mesmas conquistas. No final dos anos 70, uma nova estrela emergia na relva da Gávea: Zico, o Galinho de Quintinho, o bairro onde nascera. No momento da sua explosiva aparição muitos não tiveram dúvidas em chamá-lo de Pelé branco.

Durante o Mundial de 78', ele foi o principal motivo de contestação ás opções de Coutinho que já conhecia Zico de ser seu treinador no Flamengo. A nova grande estrela do futebol brasileiro vinha arrastando uma série de problemas musculares, mas mesmo em condições, o seleccionador hesitava em lhe entregar as chaves do meio campo. Zico era um poeta, um digno representante da dinastia do futebol arte, o seu futebol era de cristal. Os seus golos eram tão bonitos que até os cegos lhe pediam: “Zico, por favor, conte-me esse golo!”.


Sempre com o nº10 nas costas, Zico tornou-se no grande amor da torcida do Flamengo, pelo qual se sagrou campeão brasileiro em 89, 82, 83 e 87. Tratava a bola como uma amiga e marcava livres de rara beleza: “A verdade é que eu estava aprendendo sempre. No início já rematava bem, mas só para um dos postes, o da direita do guarda redes. Depois, treinei muito e aprendi a dar á bola o efeito contrário e colocar no poste direito, o lado esquerdo do guarda redes. Foi difícil. Estive um ano inteiro todos os dias no final dos treinos durante horas até que adquiri a perfeição”. Em toda a sua carreira Zico só perderia dois jogos dos que disputaria pela Selecção Brasileira mas nunca se sagrou campeão mundial. in Planeta do Futebol

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Laurent Blanc

Nome completo:
Laurent Robert Blanc

Data de nascimento:
19/11/1965

Clubes que defendeu:

Montpellier, Napoli, Nimes, Saint-Étienne, Auxerre, Barcelona, Olympique de Marselha, Inter, Manchester United.

Selecção:
97 jogos, 16 golos.

Campeão do Mundo em 1998 e campeão europeu em 2000, Laurent Blanc fez parte da melhor França de todos os tempos, que contava com nomes como Barthez, Thuram, Desailly, Deschamps e Zidane.

Ao contrário dos antigos companheiros, o francês não viveu o seu momento mágico nos 3-0 sobre o Brasil ou na reviravolta sobre a Itália, em 2000. E sim num jogo, teoricamente, menos importante. Oitavos de final do Campeonato do Mundo, Estádio Felix Bollaert, em Lens. No campo, a favorita e até então não badalada França tardava em derrubar o Paraguai de Chilavert. Até Blanc resolver ir lá à frente. Segunda parte do prolongamento, Robert Pires entra na área e cruza para Trezeguet. Marcado por dois, tocou de cabeça para o lado. Naquela zona aparecia Blanc. Um remate poderoso e violento. Uma bomba que fez todo o território francês explodir. Golo de Ouro!

Desde aí, o agora treinador do Bordéus, ficou a ser conhecido como o "defesa do Golo de Ouro". O momento mais marcante de toda a sua longa e brilhante carreira.

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Mário Kempes – “El Matador

Nome completo:

Mário Alberto Kempes

Data de nascimento:

15/07/1954

Clubes que representou:

Instituto, Rosario Central, Valência, River Plate.

Selecção:

43 jogos, 20 golos.

A selecção Argentina conquistou o seu primeiro título mundial à mais de 31 anos, ainda hoje são levantadas suspeitas de que os anfitriões tiveram uma “mãozinha” da ditadura que vigorava no país para vencer o Campeonato do Mundo. Mas dentro de campo o maior responsável pela conquista albiceleste foi só um, de seu nome Mário Kempes. Melhor marcador do torneio com seis golos, incluindo dois na final contra a Holanda e outros dois na polémica goleada imposta ao Peru por 6-0. Aos 23 anos, o jogador, que ganhou o apelido de “El Matador”, entrava para a história do futebol argentino. Ao contrário da legitimidade da conquista argentina, ninguém jamais poderá duvidar da importância de Kempes para o futebol de seu país.

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Fernando Redondo – “Príncipe de Madrid”

Nome completo:
Fernando Carlos Redondo Neri

Data de nascimento:
06/07/1969

Posição:
Médio defensivo

Clubes que defendeu:
Argentinos Juniors, Tenerife, Real Madrid e AC Milan

Selecção:
29 jogos, 1 golo.

Historicamente, os trincos argentinos sempre tiveram uma fama menos boa, acusados de serem jogadores violentos e desleais dentro de campo. É claro que houve muitos atletas que confirmaram essa fama, mas também existiram excepções. A principal delas foi Fernando Redondo, considerado por muitos o melhor médio defensivo argentino de todos os tempos e, também, um dos maiores do mundo. Com o seu estilo clássico e elegante, Redondo marcou uma época nos anos 90, principalmente no Real Madrid, e poderia ter sido uma carreira ainda mais brilhante se não fossem as graves lesões que sempre o acompanharam.

O início

Nascido no dia 6 de Julho de 1969, na cidade de Adrogué, na Argentina, Fernando Redondo iniciou a carreira no Argentinos Juniors, em 1985, com apenas 16 anos. Na época, o pequeno clube de Buenos Aires vivia a sua fase mais gloriosa: era o actual campeão nacional e da Taça Libertadores. O centro-campista destacou-se cedo e em 1990 foi vendido ao Tenerife, sem passar por uma equipa grande na Argentina, algo raro naquela época.

Na temporada 92/93 o Tenerife contratou o argentino Jorge Valdano para seu treinador. E a aposta deu resultado: a equipa acabou o Campeonato Espanhol em 5° lugar, naquela que foi a melhor campanha da história do clube. Redondo era o grande destaque da equipa e ganhou a admiração de Valdano, que o levaria para o Real Madrid em 1994. O sucesso no Tenerife também valeu a Redondo as primeiras chamadas à selecção argentina, comandada na época por Alfio Basile. O trinco participou na conquista da Taça das Confederações, em 1992 e, também, no título da Copa América de 1993. Este, aliás, foi o último torneio conquistado pela selecção principal da Argentina.

O “Príncipe de Madrid”

No início da temporada 94/95, Redondo foi contratado pelo Real Madrid a pedido do técnico Jorge Valdano. E foi no Santiago Bernabéu que ele viveu a sua melhor fase. Apesar de um início complicado devido a uma lesão, Redondo conquistou o seu espaço no meio-campo da equipa merengue e assim que recuperou foi figura importante na conquista do título espanhol daquela temporada, que acabou com a sequência de quatro títulos seguidos do rival Barcelona.

Com um futebol de muita qualidade, Redondo tornou-se o melhor trinco do mundo e ídolo no Real Madrid na segunda metade dos anos 90, o que lhe valeu o apelido de “Príncipe de Madrid”.

Em 1998, Redondo entrou definitivamente para a história do clube. O Real Madrid conquistou a Liga dos Campeões, após um jejum de 32 anos sem o maior troféu do continente. No fim daquele ano, a equipa merengue conquistou ainda o Mundial de Clubes, ao vencer o Vasco da Gama, por 2-1, em Tóquio. Ao lado do holandês Seedorf, Redondo teve uma actuação magnífica naquela partida. Mas, talvez, a melhor temporada de Redondo tenha sido a de 1999/2000. O Real Madrid venceu novamente a Liga dos Campeões e Redondo foi eleito o melhor jogador da competição.

Lesões e o fim da carreira

Em Junho de 2000, Redondo transferiu-se para o AC Milan. Mas em Itália nunca conseguiu repetir as actuações de Madrid. Isso porque antes de se estrear pela equipa de Milão rompeu os ligamentos do joelho durante um treino e ficou mais de dois anos parado. Mesmo quando recuperou, o argentino não conseguiu ter uma sequência de jogos. Apesar de pouco jogar, Redondo acrescentou ao seu currículo os títulos da Liga dos Campeões e da Taça de Itália, bem como o Calcio. Mas o seu momento mais marcante com a camisola dos rossoneri foi no dia 12 de Março de 2003, quando o Milan enfrentou o Real Madrid no Santiago Bernabéu, para a Liga dos Campeões. Os espanhóis venceram por 3-1 mas as atenções ficaram centradas em Redondo, que foi aplaudido de pé por todo o estádio. Em Novembro de 2004, Redondo terminou uma carreira brilhante.

Lendas

Raymond Kopa: O primeiro a receber a Bola de Ouro

Nome completo:
Raymond Kopaszewski

Data de nascimento:
13/10/1931

Posição:
Avançado

Clubes que defendeu
Stade de Reims, Real Madrid, Angers.

O futebol apresenta inúmeras equipas vencedoras ao longo da história, porém são sempre associadas ao craque da equipa. No início da era Pelé, o imbatível Real Madrid de Di Stefano e a poderosa França de Fontaine certamente marcaram o final da década de 50, mas um jogador francês chamado Raymond Kopa não pode deixar de ser incluído nessa época marcante do futebol.

Também conhecido como “Pelé branco”, devido à sua incrível habilidade, ou “Napoleão do futebol”, pela sua baixa estatura (1,67m), Raymond Kopaszewski é polaco naturalizado francês.

Quando completou 18 anos teve uma oportunidade na equipa francesa Angers e assinou o seu primeiro contrato profissional. Ficou por lá duas temporadas até ser transferido para o Reims, clube pelo qual conquistou o primeiro campeonato francês em 1953.

Dois anos depois conquistou novamente o campeonato francês e o Reims conseguiu um lugar na 1ª Liga dos Campeões que seria disputada na temporada 1955/56. A equipa francesa conseguiu chegar à final, mas foi derrotada pelo poderoso Real Madrid por 4 - 3. Apesar do Reims ter perdido o jogo, Kopa conseguiu um contrato com a equipa merengue e para muitos foi considerada a primeira contratação de peso na Europa.

O avançado francês chegou motivado ao Santiago Bernabéu, embora sem conseguir retirar o lugar do titular absoluto: Di Stefano. Então o versátil e habilidoso “Pelé branco” foi deslocado no campo e foi actuar na extrema esquerda, adaptou-se com excelência e ajudou a traçar as primeiras páginas da gloriosa história do Real Madrid.

No mundial de 58’ a França foi eliminada pelo Brasil, ficando-se pelo terceiro posto, mas Kopa ganhou a primeira Bola de Ouro concedida pela revista France Football.