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Paraguai vence nos penalties

O Paraguai levou a melhor sobre o Japão no desempate por penalties, depois de 120 minutos sem golos, e segue para os quartos-de-final.
As oportunidades de golo escassearam durante todo o encontro, e nenhuma das equipas conseguiu desfazer o nulo, pelo que a decisão sobrou para as grandes penalidades. Aí, Yuichi Komano falhou para o Japão e a selecção sul-americana levou a melhor, com o benfiquista Óscar Cardozo a apontar o tento decisivo.
O Japão começou mais rematador, visando a baliza do Paraguai por duas ocasiões nos primeiros três minutos. Contudo, depressa a partida começou a centrar-se, sobretudo, na luta a meio-campo. O Paraguai dispunha de maior tempo de posse de bola, mas os lances de perigo junto das duas áreas eram nulos.
Apenas aos 20 minutos a formação sul-americana conseguiu ameaçar a baliza contrária, quando Lucas Barrios tabelou com um colega, fugiu bem a dois adversários e viu o guarda-redes nipónico, Eiji Kawashima, negar-lhe o golo. O Japão respondeu de imediato, através de um fortíssimo remate de Daisuke Matsui, à trave da baliza contrária, deixando antever um jogo mais animado a partir daí. Mas apenas aos 40 minutos se assistiu a novo lance merecedor de destaque, com Keisuke Honda, à entrada da área, a errar o alvo por muito pouco.
O segundo tempo não foi muito diferente, com o Paraguai a exercer maior domínio, mas sem que se verificassem reais situações de golo junto de qualquer uma das balizas, destacando-se apenas um cabeceamento de Riveros para defesa de Kawashima, na sequência de um pontapé de canto. No derradeiro quarto-de-hora, o Japão arriscou e avançou mais no terreno, contudo o nulo persistiu e o encontro seguiu mesmo para o prolongamento.
No tempo extra, foi o Paraguai a primeira equipa e ficar perto do golo, por intermédio de Nelson Valdez, que já dentro da grande área adversária viu o guardião nipónico negar-lhe o golo. O Japão também ameaçou, num livre directo batido por Honda, que colocou à prova a atenção de Justo Villar na baliza paraguaia, mas a partida acabou por ser decidida no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, onde o Paraguai foi mais forte, com Óscar Cardozo a bater o penalty decisivo.

Livres ditam adeus dinamarquês

A Dinamarca não conseguiu apurar-se para a fase a eliminar do Campeonato do Mundo, pela primeira vez à quarta participação na prova, ao perder por 3-1 frente ao Japão. Presente em todas as fases finais desde que se estreou em 1998, os asiáticos, que terminaram atrás da Holanda no Grupo F, tornaram-se na primeira equipa em 40 anos a marcar dois golos de livre directo no certame e vão defrontar o Paraguai nos oitavos-de-final.
Os nipónicos apenas precisavam de empatar o desafio de Rustenburg para seguirem em frente, ao contrário da formação de Morten Olsen, mas dispuseram de duas ocasiões soberanas consecutivas no minuto 13. Daisuke Matsui deu um ligeiro toque na bola após passe de Yoshito Okubo mas Thomas Sørensen defendeu por instinto com a perna direita, antes do capitão Makoto Hasebe, médio do Wolfsburgo, errar por pouco o alvo num forte pontapé desferido dentro da área.

O capitão dinamarquês Jon Dahl Tomasson atirou cruzado ao lado momentos antes do quarto-de-hora de jogo e, na resposta, aos 17 minutos, o conjunto de Takeshi Okada inaugurou a contenda. Keisuke Honda, médio do CSKA Moscovo apontou um livre directo descaído para a direita apontado com o pé esquerdo e fez a bola entrar no lado contrário da baliza de Sørensen.
Solicitado por Christian Poulsen, Tomasson não conseguiu desviar com êxito a bola de Eiji Kawashima e, em cima da meia-hora, os japoneses voltaram a facturar num livre directo frontal assinado por Yasuhito Endo com o pé direito, que fez o esférico passar por cima da barreira. Antes do intervalo, Kawashima defendeu um remate de Christian Poulsen e no contra-ataque que se seguiu Sørensen fez o mesmo à tentativa de Yüichi Komano.

A segunda parte começou com uma falha de Sørensen que quase proporcionou o terceiro golo ao Japão, num lance em que o guarda-redes do Stoke City deixou escapar para o poste um lançamento longo de Tulio Tanaka. Thomas Kahlenberg e Tomasson surgiram em boa posição na área, mas não conseguiram fazer mexer as redes de Kawashima, que depois defendeu o pontapé de longe de Jakob Poulsen e um livre de Daniel Agger.
A Dinamarca bem tentou e depois de Nicklas Bendtner acertar na trave, reduziu finalmente a nove minutos do fim, através de Tomasson, na recarga a um penalty por si apontado e defendido por Kawashima. Ainda assim, de assinalar o feito do dianteiro do Feyenoord, autor do 52º tento na selecção, registo que igualou o máximo pertencente a Poul Nielsen. A três minutos do fim, Honda assistiu o suplente Shinji Okazaki para o terceiro do Japão.

«Laranja» pouco mecanizada

Wesley Sneijder marcou o único golo do triunfo da Holanda sobre o Japão em Durban, desfecho que permitiu à selecção laranja passar a dispor de três pontos de vantagem no topo do Grupo E.
Numa partida em que as oportunidades de golo foram uma raridade até aos instantes finais, foi preciso um remate de fora da área do playmaker do Inter, aos 53 minutos, para valer à Holanda a segunda vitória consecutiva, isto depois do sucesso por 2-0 na estreia no Campeonato do Mundo, frente à Dinamarca.
Excepção feita a um vistoso pontapé-de-bicicleta de Dirk Kuyt e a um remate para fora do japonês Yuto Nagatomo.
Os holandeses revelaram-se mais determinados no arranque da etapa complementar e lograram mesmo adiantar-se no marcador quando o guarda-redes Eiji Kawashimanão conseguiu travar o potente disparo de Sniejder, que tinha sido assistido por Robin van Persie.
À semelhança do que tinha sucedido frente à Dinamarca, a Holanda recebeu uma injecção de energia com a entrada de Eljero Elia. O extremo esteve prestes a criar um golo para o também ele recém-entrado Ibrahim Afellay aos 85 minutos, mas este não conseguiu controlar bem a bola e permitiu a intervenção de Kawashima.
O guardião nipónico voltou a negar o 2-0 a Afellay, desta vez assistido por Klaas-Jan Huntelaar, mas isso não impediu a equipa holandesa de cimentar a primeira posição do agrupamento, isto antes de fechar a fase de grupos na quinta-feira, contra os Camarões.

Honda fez a diferença

O Japão somou três pontos na estreia no Grupo E do Campeonato do Mundo, ao bater os Camarões por 1-0. Num encontro pobre, a formação asiática superiorizou-se graças a um golo de Keisuke Honda ainda na primeira parte. O português Olegário Benquerença foi o árbitro deste desafio.
Este foi um jogo parco em emoção, rasgos individuais ou lances de perigo. As duas equipas mostraram-se demasiado cautelosas, preferindo a coesão defensiva ao ataque. Foram raras as excepções, numa partida com muitos passes falhados, contacto físico em excesso e pouca clarividência. Apenas Samuel Eto'o, pelos Camarões, e Honda, pelo Japão, mostravam qualidade extra, mas não foi o suficiente, numa partida com equipas muito fechadas.
A primeira parte arrastou-se, até que aos 39 minutos o Japão marcou. Cruzamento da direita, a defesa dos Camarões não conseguiram afastar e a bola chegou a Honda, ao segundo poste, que dominou e empurrou para o 1-0, resultado com que se atingiu o intervalo. O segundo tempo começou praticamente com um excelente lance de Eto'o, a dar um safanão na monotonia. O atacante trabalhou bem na direita, fugiu a dois adversários e cruzou para um remate perigoso de Eric Choupo-Mouting, mas por cima da barra.
Mas rapidamente a toada voltou ao mesmo, com muitas paragens, jogadas aos repelões e pouca qualidade dos intervenientes. Somente nos derradeiros oito minutos as coisas animaram um pouco. Makoto Hasebe rematou forte de fora da área e obrigou, aos 82, o guardião dos Camarões, Souleymanou Hamidou, a defesa apertada. Na resposta os africanos quase marcaram, através de um disparo fortíssimo de Stéphane Mbia que esbarrou na barra da baliza japonesa. Mas era tarde demais e o Japão somou mesmo os três pontos.