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Tévez bisa no triunfo «alviceleste»

A Argentina venceu o México, com um bis de Tévez, e tem encontro marcado com a Alemanha.
Apesar de um início muito táctico, a Argentina precisou de apenas 25 minutos para marcar, por Tévez, com Gonzalo Higuaín a fazer o segundo, sete minutos depois. Na segunda parte, Carlos Tévez bisou na partida, enquanto Luis Hernández apontou o tento de honra mexicano, a 20 minutos do fim.
O primeiro sinal de perigo aconteceu à passagem dos oito minutos. O defesa Carlos Salcido, sem que ninguém o esperasse, disparou a cerca de 30 metros da baliza, com o esférico a embater na barra. No minuto seguinte, Andrés Guardado também esteve a centímetros do golo, num remate à entrada da área.

No entanto, foi a Argentina quem inaugurou o marcador. Messi arrancou em velocidade e desmarcou Tévez, mas no lance dividido o guardião Óscar Pérez chegou primeiro, só que não segurou a bola, que sobrou para Lionel Messi servir novamente Tévez, que encostou de cabeça para a baliza.
De erro em erro, a Argentina construiu a vantagem. Aos 32 minutos, um mau passe de Ricardo Osorio, no centro da defesa, permitiu a Higuaín mostrar o seu instinto matador. Primeiro, ao estar alerta para recuperar a bola; depois, a contornar Pérez com um toque de classe antes de marcar.
Depois desses oito minutos fatídicos, o México teve dificuldades em reencontrar-se, em especial no ataque. O melhor que se viu foi um remate de longe de Rafael Márquez, aos 43 minutos, mas à figura de Sergio Romero.

Na segunda parte, a toada manteve-se, com o domínio argentino, e não demorou muito até marcar novo golo. Aos 51 minutos, Tévez recebeu a bola, passou por dois adversários e desferiu um remate portentoso, sem hipóteses para Pérez.
Aos 69 minutos, Salcido, um dos mais inconformados da sua equipa, cruzou para o segundo poste, onde Pablo Barrera rematou em esforço, mas a bola foi afastada por Demichelis em cima da linha-de-golo. No entanto, um minuto depois, Javier Hernández fez o tento de honra do México, passando bem pelo defesa-central e fuzilando Romero. Daí até final, registo para uma boa jogada individual de Messi, finalizada com um remate que levava o selo de golo mas que Pérez desviou para canto.

México e Uruguai: Objectivo cumprido

O Uruguai bateu o México por 1-0, em Rustenburg, graças a um golo de Luis Suárez, avançado do Ajax, perto do final da primeira parte, mas as duas selecções seguem em frente para os oitavos-de-final.

Apesar de um empate garantir automaticamente o apuramento às duas selecções, os primeiros minutos do encontro mostraram que Uruguai e México iriam lutar pela vitória, procurando, talvez, evitar um possível confronto com a Argentina nos oitavos-de-final. A primeira real situação de golo pertenceu ao Uruguai, com Suárez, isolado, a atirar ao lado, mas o México respondeu através de Andrés Guardado que, de muito longe, acertou na trave da baliza à guarda de Fernando Muslera.
O jogo prosseguiu numa toada de parada e resposta, e acabou por ser o Uruguai a inaugurar o marcador, aos 44 minutos, por intermédio de Suarez, de cabeça, após cruzamento de Edinson Cavani. As duas selecções recolheram aos balneários ainda em posição de acesso aos oitavos-de-final, embora com os mexicanos ameaçados, fruto do resultado que, na altura, se verificava na partida entre África do Sul e França.

Apesar disso, foi o Uruguai quem esteve perto de ampliar a vantagem, logo no arranque do segundo tempo. Aos poucos, o México assumiu o controlo da partida sem que, ainda assim, conseguisse concretizar nenhuma das várias oportunidades criadas para restabelecer a igualdade, a melhor das quais desperdiçada por Francisco Rodríguez, num cabeceamento sem oposição, já dentro da pequena área adversária. Contudo, a África do Sul não foi além de um triunfo por 2-1 sobre a França, pelo que a derrota pela margem mínima foi suficiente para permitir à selecção mexicana segurar o segundo lugar no Grupo A, enquanto o Uruguai garantiu o primeiro posto sem qualquer golo sofrido nos três encontros disputados.

Au revoir, France?

O México derrotou, em Polokwane, a França por 2-0, em jogo que concluía a segunda jornada do Grupo A do Campeonato do Mundo de 2010, assumindo a liderança do mesmo e deixando os vice-campeões do Mundo com escassas possibilidades de continuarem em prova.
França e México apresentavam-se neste segundo encontro com a necessidade de vencer, após o Uruguai ter ganho, na véspera, à anfitriã África do Sul e assim se ter colocado no primeiro lugar do Grupo A. Face à inoperância ofensiva dos gauleses no encontro frente ao Uruguai, o seleccionador Raymond Domenech fez uma alteração táctica que consistiu na colocação do extremo Franck Ribéry nas costas do ponta-de-lança Anelka, ocupando, assim, a posição que havia sido de Yoann Gourcuff frente aos sul-americanos. Deste modo, Sidney Govou apresentou-se no lado direito.

Os mexicanos continuaram em grande ritmo e, até ao intervalo, levaram o perigo à baliza francesa em mais três ocasiões. Aos 11 minutos, o lateral-esquerdo Carlos Salcido fez um cruzamento para Guillermo Franco, que rodou e rematou à meia-volta, mas por cima. Sete minutos depois, Salcido dispôs da primeira das suas duas ocasiões de perigo. O defesa do Estugarda rematou forte, ligeiramente ao lado do poste direito e, aos 27 minutos, passou em velocidade por Abidal e rematou forte para uma defesa de Lloris com os pés.
A segunda parte até teve um bom reinício dos gauleses, mas os europeus ficaram somente por aí. Aos 54 minutos, houve uma boa combinação colectiva de França, com a bola a sobrar para Florent Malouda à entrada da área e este a rematar de pé direito para defesa de Óscar Pérez para canto. No lance seguinte, Ribéry também tentou a sua sorte, mas o guarda-redes mexicano voltou a brilhar.
Na resposta, os mexicanos, sempre mais esclarecidos nos processos ofensivos, chegaram ao golo. Estavam decorridos 64 minutos quando Rafael Márquez fez mais um passe longo, desta vez para o meio, onde Javier Hernandez, o dianteiro recentemente contratado pelo Manchester United que entretanto rendera Efrain Juarez, se furtou ao fora-de-jogo no qual Éric Abidal o tentava colocar e, sozinho perante o guardião Lloris, tirou-o do caminho antes de rematar para a baliza deserta.

Se a França já estava em apuros face à maior velocidade e mobilidade dos mexicanos, viu-se batida sem apelo nem agravo com a chegada do segundo tento, quando estavam decorridos 79 minutos. Pablo Barrera, um dos alvos das nossas prospecções, adiantou a bola na área perante Abidal, passou em velocidade e o defesa do Barça não teve outro remédio se não o de derrubar o adversário. Chamado à conversão do castigo máximo, o veteraníssimo Cuauhtemoc Blanco, que somou a sua 120ª internacionalização, bateu Lloris e tornou-se no primeiro mexicano a marcar em três fases finais diferentes.
Quanto à França, só um milagre permitirá aos gauleses continuarem em prova: terá de vencer a África do Sul e esperar que um dos dois primeiros classificados ganhe o outro encontro e só assim pensar em seguir através da diferença de golos.

Mundial arranca com empate entre África do Sul e México


África do Sul e México não foram além de um empate (1-1), no encontro inaugural do Mundial 2010, esta tarde, em encontro da 1ª Jornada do Grupo A da prova.
No Estádio Soccer City, em Joanesburgo, a 1ª Parte do jogo foi inteiramente dominada pelos americanos, que viram ser desperdiçadas diversas oportunidades nos pés de Giovanni dos Santos, Carlos Vela ou Guille Franco. De resto, Vela veria um golo da sua autoria ser anulado ainda dentro dos primeiros 45', por fora-de-jogo.


Contudo, e logo aos 10' da 2ª Metade, seria a selecção anfitriã a abrir o activo, por intermédio de Tshabalala, um dos jogadores mais inconformados na equipa de Carlos Alberto Parreira, e que inscreveu o seu nome na história como o marcador do primeiro golo do primeiro Mundial disputado no continente africano.
Contudo e, de novo, após várias ameaças de empate por parte dos mexicanos, Rafael Márquez haveria de sentenciar o resultado final, aos 79', aproveitando uma bola perdida na grande-área sul-africana.
Com este resultado, México e África do Sul partilham a liderança do Grupo A, com um ponto.

Jonathan dos Santos renuncia à selecção aos 20 anos

Com apenas 20 anos, e perante a decepção de não ter sido chamado ao Mundial pelo seleccionador do México, Jonathan dos Santos comunicou através do pai que não quer representar mais a selecção.
Dirigentes da federação mexicana comentaram a não inclusão de Jonathan, jogador do Barcelona e irmão de Giovanni dos Santos - que sim estará na África do Sul -, referindo que, sendo ainda jovem, Jonathan teria mais oportunidades de representar o México, como nos Jogos Olímpicos ou nos Jogos Pan-Americanos.
Ainda assim, não lhe caiu bem ter ficado de fora e foi o pai a reagir. "O Jonathan não vai voltar a jogar pelo México. Adoro este país, que adoptei como meu, mesmo sendo brasileiro. Estou triste com a seleção mexicana e agora também já não quero que ele jogue com esta equipa", disse, falando à imprensa mexicana na Alemanha, onde o México está a estagiar.