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Oficial: CBF despede Dunga

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acaba de anunciar que Carlos Dunga foi despedido do cargo de seleccionador nacional daquele país.
A equipa técnica que acompanhava o antigo internacional brasileiro também não continua e a CBF diz que o novo seleccionador será anunciado até final do mês.

Comunicado:
"Encerrado o ciclo de trabalho que teve início em Agosto de 2006, e que culminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo da África do Sul, a CBF comunica que está dispensada a comissão técnica da Selecção Brasileira. A nova comissão técnica será anunciada até o final deste mês de Julho."

«Laranja mecânica» ultrapassa Brasil

A Holanda assegurou a passagem às meias-finais do Campeonato do Mundo de 2010, após uma vitória sobre o Brasil, depois de ter estado em desvantagem no marcador.
Após uma pausa de dois dias, o Mundial regressou esta sexta-feira, com a primeira partida dos quartos-de-final, entre brasileiros e holandeses, num desafio disputado no Estádio Port Elizabeth. O primeiro lance de real perigo surgiu aos sete minutos, após desmarcação de Daniel Alves. O jogador do Barcelona assistiu na perfeição Robinho, que encostou para o fundo das redes, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo.

Ainda assim, depois do aviso, Robinho acabou mesmo por inaugurar o marcador. Felipe Melo efectuou uma assistência sublime e o avançado do Santos, cara-a-cara com Stekelenburg, rematou com êxito para fazer o 1-0, num lance em que a defesa laranja concedeu demasiado espaço em zona proibida.
Quatro minutos volvidos Dirk Kuyt protagonizou a resposta da selecção europeia, forçando Júlio César a uma defesa apertada. Após um começo electrizante, o ritmo do jogo abrandou um pouco, mas aos 25 minutos o escrete esteve perto do 2-0, com Juan a rematar por cima após cruzamento de Daniel Alves.
À passagem da meia-hora o Brasil - que não pôde contar com o benfiquista Ramires, suspenso - voltou a criar muito perigo após lance de insistência de Robinho. Felipe Melo ajeitou o esférico para Kaká, que tentou a sua sorte com um remate em arco. Stekelenburg voou para o seu lado esquerdo e efectuou uma defesa sensacional, cedendo canto.

Em cima do intervalo, Maicon tentou rematou cruzado à entrada da área, mas o disparo do lateral do Inter embateu nas malhas laterais, num primeiro tempo de elevada qualidade futebolística, com ligeiro ascendente para a formação comandada por Dunga.
O segundo tempo começou da melhor forma para o conjunto europeu, já que a Holanda chegou ao empate aos 53 minutos. Wesley Sneijder ganhou espaço no lado direito e efectuou um cruzamento para o coração da área. Felipe Melo, na tentativa de aliviar o esférico, acabou por trair o guarda-redes Júlio César, numa falha de comunicação entre ambos.

Após o empate, a canarinha partiu em busca de nova vantagem e, aos 65 minutos Kaká esteve perto de marcar, mas o remate colocado do médio do Real Madrid saiu ligeiramente ao lado. Ainda assim, graças a uma excelente atitude ofensiva - especialmente no segundo tempo -, a Holanda operou a reviravolta aos 68 minutos. Robben apontou um canto do lado direito, Kuyt fez o desvio e Sneijder, ao segundo poste, cabeceou para o fundo das redes, numa segunda parte de elevada qualidade por parte dos jogadores às ordens de Bert Van Marwijk.
Aos 72 minutos, o Brasil sofreu nova contrariedade já que Felipe Melo recebeu ordem de expulsão, na sequência de uma agressão a Arjen Robben, numa fase de domínio laranja. Até final, os brasileiros tentaram inverter a situação, apesar da inferioridade numérica, mas os holandeses seguraram a vantagem e o apuramento para as meias-finais.

Brasil vence e encontra Holanda

O Brasil qualificou-se para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo, ao derrotar o Chile por 3-0. A equipa brasileira irá defrontar, a 2 de Julho, em Port Elizabeth, nos quartos-de-final, a Holanda, após os comandados de Bert van Marwijk terem vencido a Eslováquia.
O jogo do Ellis Park, em Joanesburgo, começou com o Chile a dominar os primeiros instantes, com Humberto Suazo particularmente activo, mas o primeiro remate de verdadeiro perigo pertenceu ao brasileiro Gilberto Silva, que disparou de longa distância para uma excelente defesa de Claudio Bravo para canto.

O Chile também tentou a sua sorte de longa distância, com Suazo a rematar de longe, para a defesa fácil de Júlio César. No lado oposto, o benfiquista Ramires fez o mesmo para os brasileiros, com Bravo a defender sem problemas.
Os problemas de penetração de ambas as equipas ditaram que, por exemplo, o primeiro golo do Brasil surgisse na sequência de um lance de bola parada. Aos 34 minutos, Maicon cobrou um canto do lado direito, que Juan desviou de cabeça, liberto de marcação adversária, para o fundo das redes de Bravo.
O Chile tentou a reacção de imediato, mas foi o Brasil quem, três minutos depois, voltaria a marcar. Excelente contra-ataque iniciado por Robinho no lado esquerdo, de onde solicitou Kaká no meio e este, com um toque de primeira, deixou Luis Fabiano na cara de Bravo. O dianteiro do Sevilha teve ainda a calma para contornar o guarda-redes chileno e rematar a contar.

Para a segunda parte, o seleccionador do Chile, o argentino Marcelo Bielsa, tentou mudar o rumo dos acontecimentos, fazendo entrar Jorge Valdivia e o ex-sportinguista Rodrigo Tello, mas viria a ser o Brasil a sentenciar o encontro aos 59 minutos, através de um golo de Robinho. Ramires interceptou um passe na linha de meio-campo e galgou 30 metros até descobrir o dianteiro do Santos completamente desmarcado em zona frontal, de onde rematou em arco, fazendo a bola entrar junto ao canto esquerdo da baliza.
O Chile ainda tentou por três vezes chegar ao golo, primeiro através de um forte remate de Valdivia à entrada da área ligeiramente por cima da trave e, depois, após um fantástico trabalho, Suazo rematou para a defesa de Júlio César. O mesmo Suazo enviaria a bola à parte superior da trave. Kaká e Robinho também tentaram chegar ao golo pelo Brasil, mas o marcador não voltaria a funcionar até final.

«Navegadores» rumo aos oitavos

Portugal apurou-se para os oitavos-de-final do Campeonato do Mundo ao empatar a zero frente ao Brasil, em Durban, na última jornada do Grupo G. Com os canarinhos já qualificados, o nulo satisfez ambas as equipas e confirmou a passagem dos brasileiros no topo, enquanto a equipa das quinas seguiu em frente no lugar imediato, pelo que irá defrontar na próxima terça-feira o vencedor do Grupo H, cujo segundo classificado mede forças diante do pentacampeão mundial no dia anterior.

O seleccionador nacional, Carlos Queiroz, apresentou quatro alterações em relação ao último jogo: Ricardo Costa por Miguel a lateral-direito, Duda em vez de Simão a extremo esquerdo, Danny no lugar de Hugo Almeida (embora tivesse sido Cristiano Ronaldo o ponta-de-lança) e Pepe – a realizar o primeiro desafio oficial desde que se lesionou gravemente num joelho ao serviço do Real Madrid, a 12 de Dezembro de 2009 –, no posto de Pedro Mendes.
O sinal mais dos instantes iniciais pertenceu ao Brasil com dois remates de longa distância de Daniel Alves – uma das três novidades de Dunga, além de Júlio Baptista e Nilmar (nos lugares de Elano [a recuperar de lesão], Kaká [castigado] e Robinho, respectivamente), o primeiro ao lado da baliza de Eduardo e o segundo defendido pelo guarda-redes do Sp Braga. A evidenciar alguma dificuldade em sair para o ataque, a formação lusitana conseguiu responder numa boa jogada aos 18 minutos que Tiago concluiu com um pontapé sem perigo.

Em cima da meia-hora, Nilmar aproveitou a apatia da defesa portuguesa para surgir nas costas de Ricardo Costa a passe de Luis Fabiano e viu Eduardo desviar para a barra o remate do brasileiro à queima-roupa, antes de Fabiano errar por muito pouco o alvo, de cabeça, após cruzamento de Maicon. Muito sozinho no ataque, Ronaldo tentou por duas vezes a sorte ainda antes do intervalo em remates de longe, mas sem êxito.
O extremo do Real Madrid quase ofereceu o golo a Danny pouco depois do reatamento, num rápido contra-ataque, mas Lucio interceptou cortou a bola pela linha de fundo no momento certo. Pepe quase enganou o guardião brasileiro ao desviar um livre directo de Ronaldo na zona frontal. Simão Sabrosa substituiu Duda e aos 58 rematou para defesa atenta de Júlio César.

Dando sequência ao facto de ter surgido melhor no segundo tempo, Portugal dispôs da melhor oportunidade do desafio à hora de jogo. Ronaldo entrou na área pela direita, Lucio cortou o lance a bola ficou à mercê de Raul Meireles, mas o guarda-redes da canarinha negou os intentos do médio do FC Porto e desviou-a da sua baliza. A equipa lusitana continuou mais perigosa e, aos 77 minutos, Ronaldo atirou por cima em plena área após cruzamento de Simão da esquerda.
O empate servia a ambas as formações e o encontro terminou mesmo sem golos, apesar de alguma pressão final por parte do Brasil. Nos descontos, Eduardo defendeu um remate de Ramires que desviou em Bruno Alves e quase traiu o guardião lusitano, mas o derradeiro lance teve Júlio César a negar o golo a Danny.

Dunga ao ataque

O seleccionador brasileiro, Carlos Dunga, resolveu brindar Alexandre Escobar, jornalista da Globo, com algumas palavras, digamos, muito próprias.
Tudo isto em plena conferência de imprensa, após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim (3-1):

Brasil soma e segue, literalmente

O Brasil bateu a Costa do Marfim por 3-1 e garantiu a passagem aos oitavos-de-final, cimentando a posição de líder do Grupo G.
A selecção canarinha ganhou vantagem aos 25 minutos, por Luís Fabiano, que ampliou, depois, a vantagem dos sul-americanos no arranque do segundo tempo. Elano elevou para 3-0 aos 63 minutos e Drogba, que alinhou de início, marcou aos 78 para a Costa do Marfim.

O Brasil pareceu entrar em campo decidido a resolver desde cedo, a questão e, logo no primeiro minuto, Robinho, numa iniciativa individual, rematou por cima. A Costa do Marfim, contudo, reagiu e nos minutos que se seguiram chegou por várias ocasiões perto da área do Brasil, sem, contudo, conseguir importunar Júlio César, excepção feita a um livre batido por Eboué à passagem dos 15 minutos, que o guardião brasileiro desviou com alguma dificuldade.
A partir desse lance o Brasil voltou a controlar as operações, chegando ao golo aos 25 minutos. Depois de uma excelente jogada de entendimento da frente de ataque dos "canarinhos", servido por Kaká, Luís Fabiano ganhou espaço na área contrária e, perante o guarda-redes da Costa do Marfim, fuzilou, inaugurando o marcador naquele que foi o único lance de real perigo criado durante a primeira parte.

Mas, logo no arranque do segundo tempo, Luís Fabiano voltou a marcar. Tinham passado apenas cinco minutos após o reatamento quando o ponta-de-lança do Sevilla recebeu a bola e, depois de a tocar sobre dois adversários, atirou para o fundo das redes da baliza adversária. A Costa do Marfim procurou responder e quase reduzia a desvantagem no marcador instantes mais tarde, num cabeceamento de Drogba que errou o alvo por muito pouco
Mas, com a selecção africana mais balanceada para o ataque, os jogadores brasileiros tinham agora mais espaço para explorar as suas qualidades técnicas. Aos 61 minutos, Kaká deixou o aviso com um forte remate para defesa complicada de Barry e, um minuto mais tarde, o Brasil chegou mesmo ao terceiro golo, novamente com Kaká em evidência. O médio do Real Madrid fugiu pela esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou atrasado para a entrada de Elano, que não perdoou. O melhor que a Costa do Marim conseguiu foi chegar ao golo de honra, apontado por Drogba, aos 78 minutos, de cabeça, após uma excelente abertura de Yayá Touré. Até ao final, nota apenas para a expulsão de Kaká, exagerada, diga-se, por acumulação de amarelos, que assim não poderá defrontar Portugal.

Brasil sofre para vencer

O Brasil assumiu a liderança do Grupo G do Campeonato do Mundo, o mesmo de Portugal, ao bater a Coreia do Norte por 2-1, numa partida mais complicada do que o resultado final possa transparecer. Apenas na segunda parte os brasileiros impuseram a sua maior capacidade, com golos de Maicon e Elano. A Coreia ainda marcou perto do final.
Muita expectativa rodeava este jogo, em grande medida para se saber até onde ia a resistência da Coreia do Norte ante um Brasil claramente favorito. Por isso, a surpresa foi grande para muitos, perante a réplica que a formação asiática deu ao longo de toda a partida, em especial na primeira parte. O Brasil teve mais bola, dominou, atacou, mas praticamente não criou perigo, enquanto os coreanos aproveitaram para explorar o contra-ataque com os seus velozes jogadores, com Jong Tae-Se a ser um quebra-cabeças para a defensiva canarinha.

Lançado em velocidade, o atacante prendeu inúmeras vezes Maicon ao flanco direito mais recuado e obrigou Lúcio a aplicar-se em inúmeras ocasiões. Cha Jong-Hyon assustou mesmo Júlio César, pouco depois do primeiro quarto-de-hora, enquanto os brasileiros começaram a recorrer a remates de longe, sem perigo, para tentarem contornar a boa organização defensiva coreana, que nunca se desmontava. Maicon e Robinho tentaram remar contra a corrente da partida, mas estiveram muito desacompanhados nesta tarefa, pelo que o jogo chegou ao intervalo sem golos e o espectro da surpresa a pairar no estádio.
Michel Bastos criou perigo na marcação de um livre directo, aos 51 minutos, e a seguir foi Robinho a tentar a sorte num remate de longe, numa altura em que o Brasil começava a mostrar mais alguma velocidade na troca de bola. E aos 55 minutos, Maicon fez o 1-0. Elano serviu o lateral, que veio de trás, e quase sem ângulo, junto à linha final, efectuou um remate que enganou toda a gente, incluindo o guarda-redes Ri Myong-guk.

Estava feito o mais difícil e, aos 63 minutos, Luís Fabiano quase fez o segundo, ao trabalhar bem à entrada da grande área, após passe de Robinho. Aos 70 Elano não falhou. De novo Robinho na primorosa assistência para o médio, que surgiu solto na direita e rematou para o fundo da baliza.
Estava encontrado o vencedor do encontro, embora não o resultado final. Já com o benfiquista Ramires em campo, Tae Se, perto do final, isolou-se, valendo ao Brasil a recuperação de Juan, que cortou a bola no momento exacto. Mas aos 89 minutos a Coreia marcou mesmo. Tae Se serviu Ji Yun-Nam de cabeça, e este rompeu pela defensiva contrária, batendo Júlio César.

Dunga convoca Luisão e Ramires para a África do Sul

O seleccionador nacional brasileiro divulgou a lista de 23 convocados para o campeonato do mundo da África do Sul, com a inclusão dos dois jogadores do Benfica. Helton e Hulk ficam de fora das escolhas de Carlos Dunga.
A maior surpresa na lista do técnico brasileiro - para além das ausências já esperadas de Adriano e Ronaldinho Gaúcho - passa pela inclusão do avançado Grafite, do Wolfsburgo, que foi o melhor marcador da Bundesliga em 2009.

Lista de convocados:

Guarda-redes
Júlio César (Inter)
Gomes (Tottenham)
Doni (AS Roma)

Defesas
Maicon (Inter)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Ol. Lyon)
Juan (PSV Eindhoven)
Lúcio (Inter)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (AC Milan)

Médios
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Elano (Galatasaray)
Júlio Baptista (AS Roma)
Josué (Wolfsburgo)
Kaká (Real Madrid)
Felipe Melo (Juventus)
Kléberson (Flamengo)
Ramires (Benfica)

Avançados
Robinho (Santos)
Luís Fabiano (Sevilha)
Nilmar (Villarreal)
Grafite (Wolfsburgo)