Mostrar mensagens com a etiqueta Itália. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Itália. Mostrar todas as mensagens

Che miseria, Italia!

A estreante Eslováquia passou aos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo e deixou a Itália pelo caminho e no último lugar do Grupo F ao vencer a detentora do título, por 3-2, em partida da derradeira jornada disputada em Joanesburgo. Os eslovacos estavam na cauda da tabela, mas aproveitaram o nulo da Nova Zelândia frente ao Paraguai, apurado como líder do agrupamento, para chegarem ao segundo lugar.
Poucos segundos depois do apito inicial, Antonio Di Natale, que substituiu Alberto Gilardino no ataque, tentou a sorte de longe sem êxito e, logo a seguir, o capitão eslovaco, Marek Hamšík, rematou atabalhoado ao lado após passe de cabeça de Róbert Vittek e, na resposta, Simone Pepe testou a atenção do guarda-redes Ján Mucha, mas o guarda-redes do Legia defendeu o pontapé do médio da Udinese.

A lentidão e a dificuldade dos italianos em construir jogo ficaram evidentes aos 25 minutos, quando a formação de Vladimír Weiss aproveitou um passe curto errado para inaugurar o marcador. Hamšík interceptou a tentativa de Daniele De Rossi pôr a bola em Gattuso na saída para o ataque da “squadra azzurra”, endossou rapidamente para Vittek e o jogador do Ankaragücü rematou rasteiro na meia-lua, fazendo a bola entrar junto ao poste direito de Federico Marchetti.
Dez minutos volvidos, o guardião do Cagliari desviou pela linha de fundo um forte pontapé de Zdeno Štrba e Martin Škrtel quase marcou autogolo a cinco minutos do intervalo, num desvio de cabeça que saiu a rasar a trave de Mucha, mas o derradeiro lance de perigo pertenceu aos eslovacos, nos descontos da etapa de abertura, quando Vittek assistiu Juraj Kucka e o remate de primeira do jogador do Sparta Praga bateu nas malhas laterais da baliza de Marchetti.

A Itália entrou na segunda metade com Christian Maggio e Fabio Quagliarella nos lugares de Domenico Criscito e Gennaro Gattuso, mas perante a inoperância atacante da sua equipa Marcello Lippi esgotou as substituições aos 55 minutos, ao trocar Riccardo Montolivo por Andrea Pirlo, permitindo assim o debutar do médio do AC Milan. A reacção da campeã mundial começou a sentir-se e Quagliarella quase marcou aos 67 minutos, após mau alívio de Mucha, mas Škrtel conseguiu tirar a bola em cima da linha de golo. Contudo, apenas cinco volvidos, a Itália sofreu novo golpe quando Vittek se antecipou a Giorgio Chiellini e bisou após cruzamento de Hamšík.
Di Natale reduziu a nove minutos do fim, na recarga a uma defesa incompleta de Mucha a remate de Iaquinta e Quagliarella viu o golo do empate anulado por fora-de-jogo logo a seguir. A Itália animou finalmente, mas uma desatenção defensiva permitiu a Kamil Kopúnek fazer o terceiro da Eslováquia, ao desviar de Marchetti um lançamento de linha lateral, de nada valendo o melhor golo do jogo, nos descontos, da autoria de Quagliarella. Assim, pela primeira vez na história do Mundial, as duas finalistas da edição anterior, França e Itália, não passaram da fase de grupos na prova seguinte.

Campeã do Mundo volta a ceder

A Itália, campeão mundial em título, somou o segundo empate em dois jogos no Grupo F e precisou de uma grande penalidade convertida com êxito por Vincenzo Iaquinta para alcançar uma igualdade a um golo diante da surpreendente Nova Zelândia.
A selecção transalpina parte, assim, em igualdade pontual com a sua congénere neo-zelandesa para a última jornada, onde os pupilos de Marcello Lippi terão pela frente a Eslováquia, quinta-feira, ao mesmo tempo que a Nova Zelândia medirá forças com o Paraguai. Shane Smeltz deu vantagem à selecção da Oceânia logo aos sete minutos, antes de Vincenzo Iaquinta restabelecer, de penalty, a igualdade à passagem da meia-hora.

A squadra azzurra mostrou-se algo vulnerável a defender lances de bola parada, facto que ficou bem batente no golo da Nova Zelândia. Tinham decorrido apenas sete minutos de jogo quando, na sequência de um livre batido para a grande área italiana, Smeltz, livre de marcação, encostou para o fundo das redes.
Apesar de dispor de mais tempo de posse de bola, a Itália mostrava dificuldades em ameçar verdadeiramente a baliza à guarda de Mark Paston, que apenas aos 27 minutos sofreu o primeiro susto, quando um remate rasteiro e em arco de Riccardo Montolivo embateu no poste. Porém, dois minutos depois a Itália chegou mesmo ao empate. Tommy Smith agarrou Daniele De Rossi dentro da grande área neozelandesa e Iaquinta não errou na conversão do respectivo penalty.

No segundo tempo, a Nova Zelânbdia mostrou-se a equipa mais disciplinada e esclarecida em campo, mas, ainda assim, teve alguma felicidade em não se ver em desvantagem numérica logo após o reatamento, quando Antonio Di Natale, que saltou do banco ao intervalo, permitiu a Paston uma defesa apertada. O encontro foi-se desenrolando numa toada de parada e resposta, com Ivan Vicelich a desperdiçar igualmente uma oportunidade de colocar os pupilos de Richard Herbert em vantagem no marcador.
Montolivo voltou a tentar a sua sorte de longe, mas viu Paston negar-lhe o golo com uma excelente intervenção. A Itália pressionou perto do final em busca do golo da vitória, mas não demonstrou imaginação suficiente para ultrapassar a sólida linha defensiva da Nova Zelândia, que nos últimos instantes da partida quase conseguia mesmo chegar à vitória, quando Chris Wood desferiu um perigoso remate rasteiro que passou escassos centímetros ao lado do alvo.

De Rossi resgata ponto

A campeã Itália iniciou a defesa do ceptro com um empate 1-1 ante o Paraguai, no jogo de estreia do Grupo F do Campeonato do Mundo. A formação americana colocou-se na frente ainda na primeira parte, por intermédio de Antolin Alcaraz, mas Daniele De Rossi conseguiu resgatar um ponto para os azzurri.

O primeiro tempo valeu sobretudo pelo golo do Paraguai, aos 39 minutos. De resto, foi uma partida demasiado táctica, com poucos espaços e imaginação e, por isso, sem verdadeiras oportunidades de golo. Apesar dos esquemas aparentemente ofensivos (Itália em 4-3-3 e Paraguai em 4-4-2), a verdade é que a preocupação principal de ambas as formações parecia ser não sofrer golos.
Os momentos de maior perigo surgiram invariavelmente de lances de bola parada, com ambas as defesas a estarem muito bem neste capítulo. Excepto a italiana, no golo do Paraguai. Aureliano Torres cobrou um livre do lado direito e o defesa-central Alcaraz saltou mais alto que todos, cabeceando colocado, sem hipóteses para o guarda-redes Gianluigi Buffon.

O segundo tempo trouxe uma novidade na Itália, com Marcello Lippi a tirar Buffon e a lançar o guardião Federico Marchetti. Não foi certamente por isso que os transalpinos se apresentaram após o descanso com uma outra atitude. Os campeões do Mundo partiram para cima do seu adversário, embora sem grande clarividência, e conseguiram chegar ao empate, também de bola parada, após um canto da esquerda. Pepe converteu rapidamente o lance e De Rossi surgiu na pequena área a encostar.
A formação europeia passou a mandar por completo na partida, com destaque para a velocidade de Pepe, empurrando o Paraguai - já com Óscar Cardozo em campo - para a sua grande área. No entanto, o grande povoamento desta zona não permitiu aos italianos criarem grandes situações de perigo, excepção para remates de longe de Pepe e Riccardo Montolivo, já nos derradeiros dez minutos. O empate acabou por persistir.

Prandelli sucede a Lippi na «squadra azzurra»

O treinador da Fiorentina, Cesare Prandelli, vai ser o próximo seleccionador de Itália, sucedendo a Marcelo Lippi assim que os actuais campeões do mundo terminem a sua participação no Mundial 2010.
A nomeação de Prandelli corresponde ao desejo do presidente da Federação Italiana, que pretendia ver o dossier encerrado antes do certame na África do Sul. A confirmação surgiu da boca de um porta-voz daquele organismo, que adiantou que o novo selecionador irá assinar um contrato válido por quatro anos e será apresentado depois de 11 de julho, data da final do Mundial.