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Ineficácia pune helvéticos

A Suíça falhou a passagem aos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo, ao não sair do nulo frente às Honduras, em Bloemfontein, na última jornada do Grupo H. Com o desaire do Chile frente à Espanha, por 2-1, a selecção europeia, terceira classificada com os mesmos pontos dos espanhóis à entrada para este jogo, precisava de marcar pelo menos dois golos para seguir em frente à custa dos sul-americanos, mas nem sequer um alcançou.

O primeiro lance digno de registo aconteceu aos 11 minutos, num remate do capitão helvético Gökhan Inler, da Udinese, que saiu ao lado da baliza de Noel Valladares, antes de uma jogada entre dois jogadores do Bayer Leverkusen, seis minutos volvidos, quase ter terminado com a bola no fundo das redes hondurenhas: Tranquillo Barnetta cruzou a preceito para Eren Derdiyok, na pequena área, atirar de cabeça ao lado do poste.
Aos 22, Barnetta tentou a sorte de longe mas Noel Valladares defendeu sem problemas. Até ao intervalo houve apenas uma jogada digna de registo, quando Blaise Nkufo, após cruzamento da direita de Derdiyok, não conseguiu dominar a bola da melhor forma na pequena área e perdeu excelente ensejo para bater Valladares e inaugurar o marcador.
A formação de Reinaldo Rueda esteve perto do golo oito minutos depois do reatamento. Após bom trabalho na direita, Edgar Álvarez cruzou para a cabeça de David Suazo, mas o antigo avançado do Benfica apenas tocou ao de leve na bola de cabeça e não conseguiu marcar. Entretanto, o golo do Chile a reduzir frente à Espanha para 2-1, no outro desafio do agrupamento, obrigava a equipa de fez com Ottmar Hitzfeld a marcar dois golos para ultrapassar os sul-americanos na diferença de golos.

No entanto, a Suíça continuou a não acertar no alvo. À passagem da hora de jogo, Valladares defendeu um remate perigoso de Barnetta já dentro da área e, pouco depois, fez o mesmo a outro de Derdiyok. Mas na baliza contrária Diego Benaglio negou o golo às Honduras, aos 71 minutos, quando Álvarez, do Bari, surgiu isolado frente ao ex-guardião do Nacional mas este desviou a bola pela linha de fundo com uma palmada.
Stephan Lichtsteiner rematou muito por cima a dez minutos do fim, quando estava em boa posição, mas foi o oponente a introduzir a bola na baliza aos 85 minutos, só que o árbitro anulou o lance por fora-de-jogo de posição Alvarez, antes do suplente Georgie Welcome desperdiçar excelente oportunidade para não deixar a prova em branco e com uma vitória.

Chilenos desorientam «relógio suiço»

Mark González saltou do banco para marcar, a 15 minutos do apito final, o único golo da partia que pôs fim à resistência de uma Suíça reduzida a dez elementos desde a primeira parte e colocou o Chile com três pontos de avanço no comando do Grupo H.
A Suíça revelou sempre muitas dificuldades e, antes da expulsão de Valon Behrami, à passagem dos 31 minutos, era já alvo de forte pressão por parte da selecção chilena, mas aguentou-se bravamente até ao momento em que González, extremo que actua no CSKA Moscovo, conseguiu finalmente inaugurar o marcador. Depois de ter batido a Espanha por 1-0 na primeira jornada, a Suíça vai agora concluir a sua actuação no grupo frente a Honduras, na sexta-feira, à mesma hora em que o Chile medirá forças com a campeã da Europa.
O Chile tinha já dado uma boa imagem de si no triunfo por 1-0 sobre Honduras, na primeira jornada, e começou a criar problemas à defesa helvética logo nos minutos iniciais, com Arturo Vidal e Carlos Carmona a verem os seus remates travados pelo guarda-redes Diego Benaglio. A Suíça contava com o regresso do capitão Alexander Frei na frente de ataque, após ter falhado, por lesão, a partida frente a Espanha, mas sofreu um rude golpe com a expulsão do médio-ala Behrami, na sequência de uma falta sobre Vidal.
Apesar de ter novamente disponível o melhor marcador da zona sul-americana de qualificação, Humberto Suazo, no Chile era o atacante Alexis Sánchez, da Udinese Calcio, quem mais dores de cabeça causava à defesa helvética, colocando por várias vezes à prova a atenção de Benaglio. Ottmar Hitzfeld trocou Frei por Tranquillo Barnetta, para preencher o espaço vazio na esquerda provocado pela expulsão de Behrami, mas Benaglio ia adiando o golo do Chile.

No arranque do segundo tempo, Sánchez viu ser-lhe invalidado um golo, por fora-de-jogo e, depois, na cara de Benaglio, obrigou o antigo guarda-redes do Nacional a efectuar excelente intervenção. A Suíça ia segurando o nulo e, aos 67 minutos, quebrou mesmo um recorde, ao atingir um total de 550 minutos sem sofrer golos em fases finais de Campeonatos do Mundo, recorde esse que pertencia anteriormente à Itália, estabelecido entre os Mundiais de 1986 e 1990.
Mas, oito minutos depois, as redes suíças foram, por fim, violadas, na sequência de uma excelente jogada de entendimento entre os três jogadores que vieram do banco de suplentes do Chile. Jorge Valdivia desmarcou Esteban Paredes, este cruzou para o segundo poste, onde González cabeceou para o único golo da partida. Perto do final, Paredes desperdiçou por duas vezes a oportunidade de selar o triunfo chileno e esse desperdício quase custava caro aos sul-americanos, quando a Suíça não aproveitou uma excelente situação de golo por Eren Derdiyok em cima dos 90 minutos.

Suiça surpreende Espanha

A campeã da Europa, a Espanha, estreou-se da pior maneira no Campeonato do Mundo da África do Sul, ao ser surpreendentemente derrotada pela Suíça, por 1-0.
Num encontro entre duas selecções europeias, que concluiu a primeira jornada do Grupo H, Espanha dominou a maior parte do jogo e dispôs de inúmeras ocasiões de golo, mas foram os helvéticos a fazer a festa, com Gelson Fernandes a apontar, aos 52 minutos, o único tento da partida.

O encontro começou com a Suíça a apostar num futebol mais directo e com a Espanha a tentar ter a bola no pé, mas sem criar perigo nos minutos iniciais. Só aos 17 minutos o guardião suíço, Diego Benaglio, foi forçado a aplicar-se para deter um remate de David Silva.
À passagem dos 24 minutos, Gerard Piqué trabalhou bem e surgiu na cara de Benaglio, mas o guardião helvético evitou o golo com uma excelente intervenção. A Suíça procurava aliviar a pressão e Ziegler, na sequência de um livre, proporcionou a Iker Casillas uma defesa apertada. Foi um momento raro nuns primeiros 45 minutos que a Espanha dominou por completo sem, contudo, conseguir desfazer o nulo.
O segundo tempo parecia destinado a decorrer na mesma toada, com a Espanha a carregar sobre a área contrária desde os instantes iniciais, mas, numa rara iniciativa de contra-ataque, aos 52 minutos, foi a Suíça quem chegou ao golo. Eren Derdiyok isolou-se, Casillas saiu aos seus pés mas não conseguiu afastar a bola e esta sobrou para Gelson Fernandes, que a empurrou para o fundo das redes.

Espanha tentou responder de imediato, mas Villa, isolado, não conseguiu levar a melhor sobre Benaglio. Já com Fernando Torres e Jesus Navas em campo, Andrés Iniesta esteve muito perto de reestabelecer a igualdade aos 65 minutos, num remate em arco, a errar o alvo por centímetros. Depois, foi Xabi Alonso a tentar a sua sorte, com um remate fortíssimo de fora da área, que levou a bola a embater com estrondo na trave. Mas a Suíça mostrava-se, agora, mais confiante nas suas saídas para o contra-ataque e Derdiyok, após uma excelente jogada individual, rematou ao poste da baliza de Casillas.
A selecção espanhola mostrava maiores dificuldades para conseguir entrar com real perigo na área adversária e via-se forçada a rematar de longe. Em mais um desses remates, Jesus Navas atirou cruzado, com muito perigo, mas o golo teimou em não surgir para os campeões europeus até ao apito final.