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Roy Hodgson é o novo treinador do Liverpool

Roy Hodgson foi apresentado como novo treinador do Liverpool, pelo qual assinou um contrato válido por três temporadas.
O técnico de 62 anos deixa, assim, o Fulham - equipa que, na última época, guiou até à final da edição inaugural da UEFA Europa League -, para rumar a Anfield. Este irá ser o 16º cargo de Hodgson como treinador principal, ao longo de uma carreira que se estende já por 35 anos. Sobre a mudança para Liverpool, o treinador inglês afirmou ao site dos reds: "Este é o maior cargo no futebol de clubes e estou honrado por assumir o papel de treinador do mais bem sucedido clube britânico de futebol. Estou ansioso por me encontrar com os jogadores e os adeptos".

Senderos troca Arsenal pelo Fulham

O Fulham, finalista vencido da UEFA Europa League, contratou o defesa-central suíço Philippe Senderos, cujo contrato com o Arsenal terminava este Verão, vinculando-se assim ao clube londrino por três temporadas.
Senderos somou 117 partidas pelo Arsenal, pelo qual conquistou a Premier League de 2003/04, a Taça de Inglaterra de 2005 e chegou à final da UEFA Champions League da época seguinte, mas nas últimas duas temporadas esteve cedido ao AC Milan e ao Everton.

Diego Forlán garante troféu

O Atlético de Madrid venceu a edição inaugural da UEFA Europa League, ao bater na final de Hamburgo o Fulham, por 2-1, após prolongamento. Diego Forlán foi a figura do encontro, ao apontar os dois tentos colchoneros, o último dos quais aos 116 minutos.


Com a Hamburg Arena completamente esgotada, Atlético e Fulham sentiram a responsabilidade do encontro e demoraram algum tempo a encontrarem o seu ritmo. E foi preciso um erro para surgir a primeira oportunidade de golo, decorria o minuto 12. O Fulham perdeu a bola no seu meio-campo e a dupla atacante do Atlético entrou de imediato em acção, com Sergio Agüero a servir Diego Forlán e o avançado uruguaio a rematar cruzado com o pé esquerdo, levando o esférico a bater no poste antes de o mesmo sair pela linha final.
O Fulham lidava mal com a pressão alta do adversário e sentia muitas dificuldades para se acercar com perigo da baliza defendida pelo jovem David de Gea. José Antonio Reyes obrigou, aos 16 minutos, o guardião Mark Schwarzer a uma atenta defesa na marcação de um livre directo, sendo preciso esperar mais quatro minutos pelo primeiro remate à baliza do Fulham, obra de Simon Davies. No entanto, esse momento não "libertou" a equipa inglesa, que viria mesmo a ser punida aos 32 minutos pela inibição demonstrada no relvado.


Simão assistiu Agüero e este tentou de pronto o remate de fora da área, com o dianteiro argentino a acertar mal na bola mas a fazer com que esta seguisse no caminho de Forlán, que desviou para o fundo da baliza. A vantagem dos colchoneros durou apenas cinco minutos, já que o Fulham revelou mais uma vez o porquê de ter chegado à sua primeira final de sempre. Bobby Zamora, sempre muito difícil de parar, deu início a um lance que culminou com o cruzamento de Zoltán Gera para o remate de primeira e certeiro do médio galês Simon Davies.
O golo do empate e o intervalo pareceram fazer bem ao Fulham, que regressou dos balneários bem mais pressionante e preciso nos seus passes. Gera iludiu a armadilha do fora-de-jogo aos 52 minutos, mas adiantou em demasia a bola quando seguia isolado e permitiu a intervenção de De Gea. Contudo, a formação orientada por Roy Hodgson sofreu um revés três minutos volvidos, quando Zamora teve de ser substituído por Clint Dempsey, devido a problemas físicos. Apesar disso, foi Davies a ficar muito perto de bisar aos 60 minutos, quando viu De Gea negar-lhe o golo com uma excelente defesa.


O Atlético pressentiu o perigo e tratou de voltar a "entrar" no encontro, muito por culpa de Forlán, esta noite uma autêntica dor de cabeça para a defesa inglesa. Quique Flores, treinador do Atlético, trocou Simão por José Manuel Jurado aos 68 minutos e a verdade é que o conjunto espanhol foi, aos poucos, tomando conta das operações, perante um Fulham cada vez mais apostado no contra-ataque. Pese embora a pressão colchonera, a igualdade prevaleceu e obrigou ao recurso a um prolongamento.
Os 30 minutos suplementares ofereceram mais do mesmo, com o cansaço das duas equipas a entrar igualmente em cena e a originar muitos passes errados de parte a parte. Schwarzer revelou atenção na sequência de um perigoso cruzamento-remate de Forlán, com o uruguaio a construir outra excelente oportunidade em cima do intervalo, mas Eduardo Salvio e Agüero falharam a conclusão. Mas estava escrito que seria o Atlético a fazer a festa, com Agüero a revelar toda a sua técnica a quatro minutos do apito final, antes de proporcionar o desvio vitorioso do inevitável Forlán. Estava garantida a conquista do segundo troféu europeu e o primeiro desde 1962, quando a equipa espanhola venceu a Taça das Taças.

Oportunidade à espreita

O estádio de Hamburgo, grande palco do futebol no Norte da Alemanha desde 1925, acolhe hoje a final da UEFA Europa League, abrilhantada pela presença de duas equipas que contrariaram todas as expectativas.
A campanha do Fulham foi um manancial de emoções, pois os ingleses deixaram pelo caminho Juventus, Shakhtar Donetsk e Hamburgo. O Atlético de Madrid resistiu em estádios difíceis como os do Liverpool, Galatasaray e Sporting.
É altura de esquecer as classificações que dão o Atleti em nono lugar da Liga espanhola e o Fulham no 12º lugar em Inglaterra. Isto porque Quique Flores considera a final de hoje como o encontro mais importante da sua carreira, enquanto Roy Hodgson, recentemente eleito Treinador do Ano em terras de Sua Majestade, prevê "um grande momento tanto na minha carreira como na história do Fulham".

Quem vencerá esta surpreendente final? Aceitam-se prognósticos.

Reviravolta histórica


O Fulham, que nunca tinha chegado tão longe numa competição de clubes da UEFA, entrou melhor na partida disputada em Craven Cottage e esteve perto de ganhar vantagem logo aos três minutos. Bobby Zamora combinou bem com Zoltán Gera e surgiu em excelente posição para facturar, mas o guarda-redes do Hamburgo, Frank Rost, ofereceu o corpo à bola e salvou a sua equipa. Apesar desse susto inicial, os visitantes foram assentando o seu jogo e dominando na posse de bola.

Essa tendência acabou mesmo por render frutos à formação agora orientada por Ricardo Moniz, decorria o minuto 22. Danny Murphy derrubou o brasileiro Zé Roberto em zona frontal e a cerca de 30 metros da baliza inglesa, com Mladen Petrić a cobrar de forma soberba o correspondente livre directo, sem hipóteses de defesa para Mark Schwarzer. O Fulham tentou reagir, mas a melhor ocasião até ao intervalo voltou a pertencer ao Hamburgo, com Jonathan Pitroipa a não errar por muito o alvo aos 39 minutos.
Obrigado a marcar dois golos para seguir em frente para a sua primeira final europeia, o Fulham regressou dos balneários bem mais pressionante, com Zamora sempre no epicentro dos lances de ataque dos "cottagers". Contudo, os problemas físicos que o poderoso ponta-de-lança inglês apresentou nos dias que antecederam este encontro acabaram por obrigá-lo a ser substituído por Clint Dempsey aos 58 minutos. Aquilo que o Fulham perdeu em poderio físico ganhou-o em velocidade, com essa alteração a beneficiar o espectáculo.

Damien Duff rematou ao lado na sequência de um livre estudado aos 63 minutos, isto numa altura em que o Hamburgo subia cada vez menos à área contrária. O aviso não surtiu efeito no conjunto alemão, que sofreu o tento do empate seis minutos volvidos. Danny Murphy serviu Simon Davies e este, depois de receber a bola e tirar do caminho Dennis Aogo, bateu com classe Rost. O excelente golo do médio galês, por sinal o seu primeiro na prova, originou uma ponta final emocionante.

Moralizados, os anfitriões não abrandaram o ritmo e foram premiados aos 76 minutos, quando um pontapé de canto fez a bola cair na direcção de Gera, que rodou e atirou a contar, lançando a loucura nas bancadas. Sem capacidade para reagir, o Hamburgo não conseguiu evitar um adeus doloroso à possibilidade de disputar a final no seu próprio estádio. Assim, será o Fulham a marcar presença no jogo decisivo, a 12 de Maio. In UEFA.com

Liverpool derrotado em Madrid; Fulham empata em Hamburgo

Atl. Madrid 1-0 Liverpool (Diego Forlán 9')

O Atl. Madrid venceu, e bem, o Liverpool no Vicent Calderón. Os colchoneros mantiveram-se fiéis à filosofia apresentada, até então, nesta Liga Europa. Procuraram ser uma equipa equilibrada, expectante e, essencialmente, eficaz.
O Liverpool surpreendeu... pela negativa. Os reds acusaram a ausência de Fernando Torres e, sobretudo, as horas de viagem até Madrid (cerca de 23h).
Um lance fortuito acaba por premiar o melhor conjunto dentro do terreno de jogo, o Atleti. A vantagem, essa, é curta. Nós, portugueses, sabemos por experiência própria aquilo que a equipa espanhola vai sofrer em terras britânicas...

Hamburgo 0-0 Fulham

O Fulham foi à Alemanha jogar, essencialmente, para o resultado. Os ingleses preocuparam-se, primeiro, em defender e só depois em atacar... com alguma cautela.
O Hamburgo, a jogar perante o seu público, foi uma equipa autoritária, pressionante e... desorientada. Desorientada, sobretudo, no capítulo da finalização.
Este resultado acaba por ter aspectos positivos para ambas as equipas. Um empate com golos será suficiente para garantir a qualificação do conjunto alemão, já o Fulham vai decidir a eliminatória no seu estádio, em Londres.