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Espanha, depois da Europa, o Mundo

A Espanha sagrou-se pela primeira vez campeã do Mundo, ao bater na final a Holanda por 1-0. Num jogo muito táctico e duro, mas com boas ocasiões de golo, foi necessário recorrer a um prolongamento para decidir a atribuição do mais desejado título de selecções, com Andrés Iniesta a fazer o resultado, a cinco minutos do final.
A Espanha começou melhor, a Holanda respondeu bem, mas a segunda parte foi dominada pela formação ibérica. No entanto, as oportunidades foram repartidas, pelo que qualquer uma das equipas poderia ter decidido tudo no tempo regulamentar.

Os espanhóis deram mostras de querer desde cedo impor o seu jogo. Logo aos cinco minutos, Sergio Ramos obrigou Maarten Stekelenburg a uma defesa estupenda, na sequência de um cabeceamento em plena grande área. Gerard Piqué ainda tentou a recarga, mas a defesa holandesa afastou. O lateral-direito voltou a criar perigo aos 11 minutos, ao fugir pela esquerda e ao rematar cruzado, com Heitinga a cortar para fora no momento exacto.
A formação ibérica entrou a todo o gás, mas aos poucos os holandeses começaram a acertar nas marcações e a cortar as linhas de passe adversárias, pelo que a partida ganhou equilíbrio e alguma dureza. Muitas faltas, castigadas com alguns cartões amarelos pelo árbitro Howard Webb, resultaram na quebra de ritmo do encontro, pelo que, até ao intervalo, a nota digna de maior realce vai para um remate perigoso de Arjen Robben, em período de descontos, a obrigar Iker Casillas a defesa apertada.

Mais do mesmo no início do segundo tempo, com muita luta e poucas jogadas de envolvimento a criarem perigo junto das duas balizas. Até que surgiu a melhor ocasião da partida, pouco depois da hora de jogo. Wesley Sneijder efectuou um passe magistral a isolar Robben e este, perante Casillas, permitiu que o guardião desviasse a bola com a ponta do pé, para canto. Respondeu a Espanha aos 69 minutos, com Jesús Navas a centrar da direita, John Heitinga a falhar clamorosamente e a bola a sobrar para David Villa. Este, sozinho, rematou para corte milagroso de Heitinga.
A segunda metade da etapa complementar foi dominada pela Espanha, que quase fez golo aos 77 minutos, por Sergio Ramos, que cabeceou por cima quando tinha tudo para facturar. Os espanhóis conseguiam colocar muitos elementos no ataque, trocando a bola com muita velocidade, dando ideia de que a Holanda começava a perder fulgor no meio-campo. O que não invalidou que Robben falhasse novo golo isolado, aos 83 minutos, permitindo nova defesa de Casillas.

O nó não se desatou e o encontro foi prolongamento e aí, aos 95 minutos, Cesc Fàbregas isolou-se, mas imitou Robben, permitindo a defesa de Stekelenburg. Na resposta, Joris Mathijsen cabeceou por cima, com Casillas batido. Aos 110 minutos, Heitinga viu o segundo cartão amarelo, e respectivo vermelho, e cinco volvidos, a Espanha fez o golo. Fàbregas fez o passe para Iniesta e este, solto na grande área, atirou a contar.

O futebol bonito à conquista do Mundo


Hoje, no Soccer City de Joanesburgo, pelas 19h30, Espanha ou Holanda, quem tomará o Mundo de assalto?

«Laranja» imparável chega à final

A Holanda apurou-se pela terceira vez na sua história, primeira em 32 anos, para a final do Campeonato do Mundo, ao vencer o Uruguai por 3-2, na Cidade do Cabo e com seis triunfos em outros tantos jogos, pode igualou o resgisto do Brasil alcançado em 2002 na caminhada para o pentacampeonato.
Finalista vencida em 1974 e 1978, a selecção laranja viu Diego Forlán responder ainda na etapa inicial ao tento inaugural do capitão Giovanni van Bronckhorst, mas dois remates certeiros no espaço de três minutos da segunda parte, da autoria de Wesley Sneijder e Arjen Robben, abateram os sul-americanos (vencedores da competição em 1934 e 1950) , apesar de Maxi Pereira ter reduzido nos descontos, e garantiram a presença da Holanda no encontro decisivo de domingo – ante a Alemanha ou a Espanha. Além de ter mantido a senda 100 por cento vitoriosa da equipa de Bert van Marwijk em 2010 (10 jogos), o triunfo aumentou igualmente para 25 a série de desafios seguidos dos holandeses sem perder.

Coube ao conjunto da Europa a primeira ameaça, aos quatro minutos, num remate de Dirk Kuyt que saiu por cima da trave, após alívio deficiente do guarda-redes Fernando Muslera, mas o golo da Holanda não tardou. Aos 18, Van Bronckhorst – a disputar o 105º desafio pela selecção laranja – desferiu um pontapé com o pé esquerdo muito longe do alvo e fez a bola entrar ao ângulo superior esquerdo da baliza adversária; Muslera bem se esticou e ainda tocou ao de leve no esférico, mas este bateu na parte de dentro do poste antes de entrar nas redes dos sul-americanos.
Sem poder contar com Luis Suárez no ataque devido a suspensão (tal como Jorge Fucile, do FC Porto, substituído na lateral-esquerda pelo estreante Martín Cáceres, da Juventus), a formação comandada por Óscar Tabárez, que teve também o capitão Diego Lugano indisponível por lesão, viu o igualmente portista Álvaro Pereira rematar fraco e à figura de Maarten Stekelenburg, antes de Muslera defender remate cruzado de Kuyt.

No entanto, na resposta, o Uruguai chegou ao empate por Forlán, aos 41 minutos. O avançado do Clube Atlético de Madrid fugiu a Joris Mathijsen e fez o seu quinto golo na prova (igualou o espanhol David Villa), num remate de pé esquerdo de fora da área que bateu Stekelenburg, apesar de este ter tocado na bola.
O quinto tento de Forlán igualou David Villa no topo dos melhores marcadores com 5 golos (28 golos em 68 jogos Seis minutos depois do intervalo, a selecção “celeste” esteve perto de virar o resultado. Khalid Boulahrouz – uma das três novidades de Van Marwijk nesta partida (as outras foram Demy de Zeeuw e Mathijsen) – fez um mau atraso para Stekelenburg, o guarda-redes conseguiu anular o lance mas a bola sobrou para Álvaro Pereira, que, de longe, tentou o chapéu, valendo Van Bronckhorst a evitar o golo de cabeça.

Forlán testou a atenção de e defesa apertada de Stekelenburg a meio da segunda parte e, no lado contrário, Robin van Persie assistiu Rafael van der Vaart, entrado após o reatamento para o lugar de De Zeeuw, mas Muslera negou os intentos do jogador do Real Madrid. Os holandeses pressionaram e assinaram dois golos no espaço de três minutos, aos 70 e 73: primeiro num remate de Sneijder que desviou em Maxi Pereira e enganou Muslera e depois num cabeceamento certeiro de Robben, na sequência de um bom cruzamento de Kuyt. Nos descontos, Mauricio Victorino marcou um livre curto para Maxi, o lateral-direito do Benfica flectiu para dentro de rematou em jeito para o fundo das redes perto área.

«Laranja mecânica» ultrapassa Brasil

A Holanda assegurou a passagem às meias-finais do Campeonato do Mundo de 2010, após uma vitória sobre o Brasil, depois de ter estado em desvantagem no marcador.
Após uma pausa de dois dias, o Mundial regressou esta sexta-feira, com a primeira partida dos quartos-de-final, entre brasileiros e holandeses, num desafio disputado no Estádio Port Elizabeth. O primeiro lance de real perigo surgiu aos sete minutos, após desmarcação de Daniel Alves. O jogador do Barcelona assistiu na perfeição Robinho, que encostou para o fundo das redes, mas o lance foi invalidado por fora-de-jogo.

Ainda assim, depois do aviso, Robinho acabou mesmo por inaugurar o marcador. Felipe Melo efectuou uma assistência sublime e o avançado do Santos, cara-a-cara com Stekelenburg, rematou com êxito para fazer o 1-0, num lance em que a defesa laranja concedeu demasiado espaço em zona proibida.
Quatro minutos volvidos Dirk Kuyt protagonizou a resposta da selecção europeia, forçando Júlio César a uma defesa apertada. Após um começo electrizante, o ritmo do jogo abrandou um pouco, mas aos 25 minutos o escrete esteve perto do 2-0, com Juan a rematar por cima após cruzamento de Daniel Alves.
À passagem da meia-hora o Brasil - que não pôde contar com o benfiquista Ramires, suspenso - voltou a criar muito perigo após lance de insistência de Robinho. Felipe Melo ajeitou o esférico para Kaká, que tentou a sua sorte com um remate em arco. Stekelenburg voou para o seu lado esquerdo e efectuou uma defesa sensacional, cedendo canto.

Em cima do intervalo, Maicon tentou rematou cruzado à entrada da área, mas o disparo do lateral do Inter embateu nas malhas laterais, num primeiro tempo de elevada qualidade futebolística, com ligeiro ascendente para a formação comandada por Dunga.
O segundo tempo começou da melhor forma para o conjunto europeu, já que a Holanda chegou ao empate aos 53 minutos. Wesley Sneijder ganhou espaço no lado direito e efectuou um cruzamento para o coração da área. Felipe Melo, na tentativa de aliviar o esférico, acabou por trair o guarda-redes Júlio César, numa falha de comunicação entre ambos.

Após o empate, a canarinha partiu em busca de nova vantagem e, aos 65 minutos Kaká esteve perto de marcar, mas o remate colocado do médio do Real Madrid saiu ligeiramente ao lado. Ainda assim, graças a uma excelente atitude ofensiva - especialmente no segundo tempo -, a Holanda operou a reviravolta aos 68 minutos. Robben apontou um canto do lado direito, Kuyt fez o desvio e Sneijder, ao segundo poste, cabeceou para o fundo das redes, numa segunda parte de elevada qualidade por parte dos jogadores às ordens de Bert Van Marwijk.
Aos 72 minutos, o Brasil sofreu nova contrariedade já que Felipe Melo recebeu ordem de expulsão, na sequência de uma agressão a Arjen Robben, numa fase de domínio laranja. Até final, os brasileiros tentaram inverter a situação, apesar da inferioridade numérica, mas os holandeses seguraram a vantagem e o apuramento para as meias-finais.

«Laranja» segue para os quartos-de-final

A Holanda garantiu a passagem aos quartos-de-final do Campeonato do Mundo, ao bater a selecção da Eslováquia por 2-1. Arjen Robben e Wasley Sneijder foram as grandes figuras do encontro e marcaram os dois golos da selecção laranja, que viu a Eslováquia reduzir nos instantes finais na conversão de uma grande penalidade.
Os primeiros minutos do encontro disputado em Durban foram equilibrados, com ambas as equipas a tentarem a sorte com remates de longa distância. A primeira jogada de verdadeiro perigo surgiu aos sete minutos, quando Van Persie aproveitou um cruzamento da esquerda para cabecear com muito perigo, no coração da área, levando a bola a passar a rasar o poste da baliza da Eslováquia.

O primeiro golo do encontro aconteceu aos 17 minutos, quando os holandeses recuperaram a bola à saída da sua área e fizeram um passe a todo o comprimento do campo, fazendo a bola chegar a Arjen Robben que, com muita classe, preparou o remate e disparou à entrada da área, fazendo a bola entrar rasteira, junto ao poste, não dando hipóteses de defesa ao guarda-redes Jan Mucha.
Em vantagem no marcador, a Holanda recuou no terreno e os eslovacos nunca encontraram forma de criar perigo. O jogo baixou de qualidade e a única situação digna de registo até ao intervalo surgiu aos 40 minutos, quando Van Persie tentou a sorte de longa distância, mas Mucha respondeu com uma defesa segura.
A Holanda aumentou o ritmo no início do segundo tempo e esteve perto de aumentar a vantagem. Arjen Robben recuperou a bola no flanco direito, aos 54 minutos, e rematou cruzado, ficando a poucos centímetros de bisar no encontro. No minuto seguinte, Robben entrou na área pelo lado oposto e assistiu Mathijsen, que rematou à queima-roupa para uma defesa sensacional de Mucha.

O guarda-redes da Eslováquia teve muito trabalho na segunda parte e, aos 59 minutos, foi Van Persie quem testou os reflexos de Mucha na cobrança de um livre. O homólogo holandês também fez questão de mostrar qualidades e aos 67 minutos. Stekelenburg fez duas intervenções decisivas para conservar a vantagem tangencial. Primeiro foi Stoch que rematou à entrada da área, obrigando a voo espectacular para ceder o canto. Na sequência da jogada, uma boa movimentação colectiva dos eslovacos levou a bola a chegar a Vittek, que nem queria acreditar quando o guarda-redes voltou a evitar o golo.
Nos últimos minutos, a Eslováquia criou uma boa oportunidade para fazer o empate, mas Vittek perdeu demasiado tempo na área e rematou por alto. A Holanda foi mais eficaz e confirmou o triunfo aos 84 minutos. Depois da marcação rápida de um livre no meio-campo, Dirk Kuyt controlou a bola com a cabeça e tirou o guarda-redes Mucha da jogada, tendo depois a frieza de assistir Sneidjer, que não teve dificuldades para fazer o 2-0.
O resultado final ficou estabelecido no final do período de compensação. Vittek foi derrubado por Stekelenburg e o árbitro não teve dúvidas em assinalar grande penalidade a favor da Eslováquia. Vittek aproveitou para marcar o seu quarto golo no Mundial, mas não evitou a derrota da sua equipa por 2-1.

Holanda faz o pleno

A Holanda venceu o Grupo F após ter derrotado os Camarões em jogo da derradeira jornada do Grupo F. Este resultado leva os holandeses a defrontar a Eslováquia nos oitavos-de-final, ao passo que o Japão, que bateu a Dinamarca, foi o segundo classificado e, por isso, defrontará o Paraguai.
O encontro começou com ambas as equipas a visarem a baliza adversária com perigo. Logo aos cinco minutos, Aurélien Chedjou rematou para defesa difícil de Maarten Stekelenburg. Na jogada seguinte, Dirk Kuyt tentou isolar Robin van Persie, mas o guarda-redes camaronês Souleymanou Hamidou antecipou-se e esconjurou o perigo. O guardião africano voltou a estar em evidência aos 26 minutos, ao efectuar uma defesa apertada num livre directo de Rafael van der Vaart.

Depois, no espaço de cinco minutos, verificaram-se três ocasiões de perigo: aos 31 minutos, Jean II Makoun antecipou-se de cabeça a Stekelenburg, mas a bola saiu por cima da trave; no minuto seguinte, Kuyt surgiu em boa posição mas o seu remate cruzado saiu perto do poste e, aos 36, Van Persie abriu o activo. Van der Vaart fez o passe para a área na direcção de Kuyt, este deixou a bola seguir para o dianteiro do Arsenal que, isolado perante Hamidou, rematou por entre as pernas do guardião camaronês.
A segunda parte teve um início a um ritmo bastante baixo, com a Holanda a gerir vantagem e os Camarões a não conseguirem penetrar na defesa adversária. No entanto, isso mudou à passagem dos 60 minutos, após Samuel Eto'o ter driblado quatro adversários e rematado para o bloqueio de John Heitinga. Na sequência do canto, Landry N'Guémo rematou com perigo ao lado. No lance seguinte, Makoun surgiu na cara de Stekelenburg e obrigou este a uma grande defesa e, aos 65 minutos, os Camarões chegaram finalmente ao empate, num penalty transformado por Eto'o, a punir mão na bola de Van der Vaart, quando estava a fazer barreira num livre de Geremi.

Aos 73 minutos, após dois livres de Van der Vaart, um dos quais desviado por Nigel De Jong por cima da trave, o médio do Real Madrid foi rendido por Arjen Robben, que se assim se estreou no Mundial 2010, depois de não ter sido utilizado nas primeiras duas partidas.
O extremo do Bayern Munique viria a deixar a sua marca no encontro, ao estar na origem do segundo golo da Holanda. Ganhou a bola no lado direito, driblou um adversário e rematou com estrondo ao poste, antes de Klaas-Jan Huntelaar, que também entrara no segundo tempo, fazer a recarga com êxito.

«Laranja» pouco mecanizada

Wesley Sneijder marcou o único golo do triunfo da Holanda sobre o Japão em Durban, desfecho que permitiu à selecção laranja passar a dispor de três pontos de vantagem no topo do Grupo E.
Numa partida em que as oportunidades de golo foram uma raridade até aos instantes finais, foi preciso um remate de fora da área do playmaker do Inter, aos 53 minutos, para valer à Holanda a segunda vitória consecutiva, isto depois do sucesso por 2-0 na estreia no Campeonato do Mundo, frente à Dinamarca.
Excepção feita a um vistoso pontapé-de-bicicleta de Dirk Kuyt e a um remate para fora do japonês Yuto Nagatomo.
Os holandeses revelaram-se mais determinados no arranque da etapa complementar e lograram mesmo adiantar-se no marcador quando o guarda-redes Eiji Kawashimanão conseguiu travar o potente disparo de Sniejder, que tinha sido assistido por Robin van Persie.
À semelhança do que tinha sucedido frente à Dinamarca, a Holanda recebeu uma injecção de energia com a entrada de Eljero Elia. O extremo esteve prestes a criar um golo para o também ele recém-entrado Ibrahim Afellay aos 85 minutos, mas este não conseguiu controlar bem a bola e permitiu a intervenção de Kawashima.
O guardião nipónico voltou a negar o 2-0 a Afellay, desta vez assistido por Klaas-Jan Huntelaar, mas isso não impediu a equipa holandesa de cimentar a primeira posição do agrupamento, isto antes de fechar a fase de grupos na quinta-feira, contra os Camarões.

«Laranja mecânica» soma e segue

A Holanda começou da melhor maneira a participação no Campeonato do Mundo ao vencer a Dinamarca, por 2-0, no Grupo E.
A selecção laranja, comandada por Bert van Marwijk e ainda sem Arjen Robben (ainda a recuperar da lesão num tendão da coxa direita), somou o 20º encontro seguido sem perder na partida disputada em Joanesburgo, a primeira na prova da África do Sul entre duas formação da Europa, graças a um autogolo de Simon Poulsen logo a abrir a segunda parte e a uma conclusão fácil de Dirk Kuyt, num desafio em que o capitão da Holanda, Giovanni van Bronckhorst, amealhou a 100ª internacionalização pelo seu país.
Depois de os livres de Wesley Sneijder e Thomas Enevoldsen não terem criado qualquer perigo para as balizas dinamarquesa e holandesa, respectivamente, Dirk Kuyt testou a atenção do guarda-redes Thomas Sørensen aos dez minutos, antes de dois remates seguidos de Rafael Van der Vaart em zona frontal não terem o destino pretendido pelo jogador do Real Madrid, o primeiro devido a ter sido desviado por um defesa adversário e o segundo por ter saído ao lado.

A resposta surgiu de imediato quando Enevoldsen ganhou espaço pela zona central e rematou forte perto da grande área, mas a bola saiu por cima da baliza de Maarten Stekelenburg. E a melhor oportunidade da etapa inicial pertenceu mesmo à Dinamarca, aos 27 minutos, quando o Nicklas Bendtner errou o alvo, de cabeça, após cruzamento de Dennis Rommedahl, antes deste último ver o guardião holandês defender com alguma dificuldade o seu pontapé sete minutos volvidos, na conclusão de um contra-ataque. Stekelenburg voltou a estar em bom plano quando Thomas Kahlenberg rematou cruzado logo a seguir.
A fechar a primeira parte, Robin van Persie errou por pouco o alvo quando estava em boa posição e, logo no minuto inicial do reatamento, cruzou largo da esquerda e viu Simon Poulsen, que até joga nos holandeses do AZ Alkmaar, marcar de cabeça na própria baliza, num lance em que a bola ainda desviou nas costas do seu colega de equipa Daniel Agger.
Sørensen negou o golo a Van der Vaart aos 59 minutos e aos 73 atirou pela linha de fundo um forte remate de Mark van Bommel. Um pontapé de Sneijder que ainda desviou num oponente bateu na trave da baliza da baliza da Dinamarca, mas a cinco minutos a Holanda aumentou mesmo a vantagem. Sneijder desmarcou Eljero Elia, entrado momentos antes, o remate do jogador do Hamburgo acertou no poste e Dirk Kuyt fez a recarga à boca da baliza sem problemas.

Robben «OK» para o Mundial

A lesão contraída pelo holandês Arjen Robben é menos grave do que inicialmente diagnosticado. Como tal, o extremo holandês poderá juntar-se à comitiva da selecção laranja que já está na África do Sul.
Numa nota divulgada pela federação holandesa pode ler-se que os exames realizados pelo jogador, logo após ter abandonado o encontro particular de sábado diante da Hungria, revelaram "pequena rotura" na coxa esquerda, "menos grave do que tinha sido previsto inicialmente".
Robben, que não seguiu na comitiva que viajou para a África do Sul na noite de sábado, não terá assim necessidade de ser substituído do lote de convocados, tendo todas as possibilidades de marcar presença no Mundial. Faltará definir a data para o jogador viajar para aquele país.

Os 23 da «laranja mecânica»

Bert van Marwijk, seleccionador da Holanda, anunciou esta quarta-feira a lista final dos 23 atletas que estarão no Campeonato do Mundo da África do Sul:

Guarda-redes: Maarten Stekelenburg (Ajax), Sander Boschker (Twente), Michel Vorm (Utrecht).

Defesas: Gregory van der Wiel (Ajax), John Heitinga (Everton), André Ooijer (PSV Eindhoven), Joris Mathijsen (Hamburgo), Edson Braafheid (Celtic), Giovanni van Bronckhorst (Feyenoord), Khalid Boulahrouz (Estugarda).

Médios: Mark van Bommel (Bayern Munique), Demy de Zeeuw (Ajax), Nigel de Jong (Manchester City), Stijn Schaars (AZ Alkmaar), Rafael van der Vaart (Real Madrid), Ibrahim Afellay (PSV Eindhoven), Wesley Sneijder (Inter).

Avançados: Dirk Kuyt (Liverpool), Arjen Robben (Bayern Munique), Eljero Elia (Hamburgo), Klaas Jan Huntelaar (AC Milan), Robin van Persie (Arsenal) e Ryan Babel (Liverpool).